Meu caríssimo Claudio Lembo, com quem percorri jornadas
jurídicas memoráveis, com seu formalismo constitucional, insurge-se contra a
proposta de impeachment da Presidente Dilma, por não identificar ‘’qualquer acusação quanto à pratica de ato
definido por lei como passível de impeachment.’’ Perto do ilustre Professor
de Direito Constitucional do Mackenzie sou humilde rábula, envolvido nas
miudezas do Direito Civil e do Direito Penal, este muito mais do que aquele.
Também não me impressiono com estas tais pedaladas, até porque, tendo
trabalhado, por uma década, no serviço publico, sei que, muitas vezes, tem que
se fazer algumas ‘’mágicas’’
administrativas, para se atingir determinado objetivo relevante para o
interesse publico. Levo a proposta para campo, onde o ilícito emerge, em
profusão, a fundamentar o afastamento da Presidente. É que, em diversos
depoimentos, colhidos pelo Juiz Sergio Moro, resta induvidoso que o dinheiro,
que abasteceu a campanha da Presidente, teve origem espúria, ‘’arrancada’’ de fornecedores da
Petrobrás, da Nuclebrás, da Eletrobrás etc. Trata-se de fato definitivamente
provado, tanto assim o é que um tesoureiro do PT está preso, em Curitiba e
outro, atual Chefe da Casa Civil da Presidente, está sob investigação,
autorizada pelo Supremo Tribunal Federal. Como sabemos, a legislação eleitoral
veda tal forma de captação de recursos e pune, com perda de mandato, o
candidato eleito, às custas de tão repudiável comportamento. Por muito menos,
Collor, depois absolvido pelo Supremo, foi apeado de sua cadeira presidencial e
não é por outra razão que a prestação de contas de Dª. Dilma estão sendo
auditada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Eis a acusação, prezado professor, a
justificar o pedido de impeachment que, convém lembrar, não significa que ela,
a presidente, será, em definitivo, afastada do cargo. Apenas instaura-se o
devido processo legal, com direito ao contraditório e à ampla defesa, processo
esse que terá, no comando, o Presidente do Supremo Tribunal Federal. Muito
diferente de um ‘’golpe’’, onde o
direito da força sobrepõe-se à força do direito. O que o Brasil não suporta é
este clima de desconfiança, que mina o exercício do cargo, que afasta
investidores estrangeiros, que faz reviver o fantasma da inflação e assusta,
cada brasileiro, com o monstro do desemprego. O que o Brasil não suporta é que
a Presidente, apenas para ganhar uma sobrevida, una-se à escoria da política
nacional, que avilta o poder legislativo, tudo isto a enfraquecer a democracia.
Segunda feira, no programa ‘’Roda Viva’’,
Fernando Henrique Cardoso sugeriu que a Presidente, num gesto de grandeza,
renuncie. A historia não registra tal gesto. Nixon, apenas por ter mentido ao
povo norte-americano, foi obrigado a renunciar. Janio renunciou, porque, em seu
devaneio etílico, imaginou voltar ditador, nos braços do povo. Por isso, na
atual conjuntura brasileira, jogadas fora as filigranas jurídicas, sobrou o
impeachment como salvação nacional.
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
“Adeus às Armas”
“Adeus às Armas”
Tenho o privilégio de contar com a amizade de ilustre
Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, amizade esta que nasceu,
antes mesmo de ter ele ingressado na Magistratura, coisa de cerca de 30 anos
atrás. Às vezes, batemos pernas no Jardim da Aclimação, em cujas imediações
moramos, às vezes visito-o em seu Gabinete. Raramente falamos de processo, até
porque temos assunto melhor: ambos somos escritores bissextos, ele, com muito
mais saber e brilho, já teve livro prefaciado por Paulo Bonfim, o que,
convenhamos, não é para qualquer mortal. Trabalhador compulsivo e responsável,
tem sua mesa sempre ausente de processos, tal a celeridade que os despacha, sem
perda de qualidade. Terça feira fui visitá-lo, necessitado que estava de um conselho,
que me foi dado com a habitual atenção. E, antes que eu me pusesse, como de
costume, a reclamar da morosidade do Poder Judiciário, ele me contou de um
processo, do interesse da própria família, ele incluso, que está desde julho,
na mesa de um Juiz de primeira instancia, aguardando uma simples assinatura.
Sugeri-lhe uma “carteirada”, afinal,
como nos ensina o brocardo, “manda quem
pode, obedece quem tem juízo”. Ele, com seus pruridos, recusa-se a fazê-lo
e, como se fosse pobre mortal, prefere aguardar sua vez. Todavia, seu nome
consta do processo e o Juiz, se for minimamente informado, sabe que se trata de
um Desembargador e que o processo já comemorou aniversário de 10 anos. Saí de
lá, chupando a bala, surrupiada do pote, que ele mantém sobre sua mesa e
considerando a possibilidade real de abandonar a advocacia contenciosa. Conduzo
processos que se arrastam há 20 ou mais anos e cujos honorários farão a
felicidade de meus herdeiros, pois não tenho tão matusalém expectativa de vida.
Se um Desembargador, do alto de sua excelência, depois de um processo, que
tramitou por quase uma década, ainda espera, por meses, uma simples assinatura,
para receber o que lhe é devido, o que dizer de humilde advogado que, como
único título, carrega mais de 40 anos de militância profissional?
Já tinha pronto este texto, quando leio que o Supremo
Tribunal Federal, estuprando o Estatuto da Advocacia e a própria Constituição
Federal, da qual se diz guardião, quebra sigilo de advogados, que sequer
figuram como investigados na operação “lava
jato”, para identificar a origem de honorários recebidos de clientes. Nem
no mais duro momento do regime militar – após a edição do AI-5- nossa classe
foi vitima de tão vergonhoso arbítrio. Vejamos como a OAB vai reagir, se com
dignidade ou com pusilanimidade.
Dentre tantos, este é mais um motivo para dar “adeus às armas”. Hemingway, espera, que
eu também já vou!
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
As mentiras internacionais da Presidente
Em entrevista a uma TV Americana, a (ainda) Presidente fez
duas afirmações, que fizeram gargalhar o cachorro, que mastigava a ração, a meu
lado. A primeira, chamou nossa democracia de ‘’adolescente’’. Como sabemos, foi ela restaurada em 1984 e, de lá
até hoje, passaram nove presidências, tempo suficiente para ela, a democracia,
ter se consolidado como robusta mulher, já na faixa dos 40. É verdade que,
coitada, anda ela maltrapilha, desdentada, seios e bunda caídos, tanto foram os
desgastes sofridos nestes anos de rapinagem petista. A segunda afirmação foi a
de que ‘’a polarização política das
eleições de 2014 continuou após sua vitoria, indicando falta de maturidade nas
relações da oposição com o governo, com reflexos na economia do País’’. A
nossa presidente, mentirosa contumaz, que faz menor o nariz de Pinóquio, tenta
jogar no colo da oposição a responsabilidade pelo buraco na economia, que foi
camuflado para que a megera ganhasse as eleições. E merece acrescentar que a
oposição originaria (PSDB e DEM) não teria forças para segurar o ajuste fiscal,
se não fosse reforçada por elementos da chamada ‘’base aliada’’. Hoje, a presidente – ainda – perambula pelo
Alvorada, amparada por dois outros fantasmas, Eduardo Cunha e Renan Calheiros,
estes com a Polícia Federal nos respectivos calcanhares.
E tem mais: Dilma nunca lutou para restaurar a democracia. Os
assaltos a bancos, dos quais participou, os assassinatos, com os quais
colaborou tinham, como único objetivo, implantar um regime cubano, no Brasil, o
que a faz aliada dessas figuras abjetas, chamadas Morales e Maduro. Mentindo
sempre, com o despudor que a caracteriza, a mesma Dilma, que vetou o aumento
dos aposentados, afirma que 40 milhões de brasileiros saíram da pobreza e
ascenderam à classe média. Não disse ela qual seu conceito de ‘’classe média’’, mas, ao que tudo
indica, seja aquele trabalhador que sobrevive com ‘’uma média e um pão com manteiga’’. No meu circulo de
relacionamento restavam duas pessoas, ainda simpatizantes do petismo: Guilherme
que, por muitos anos, foi meu fiel e competente escudeiro; e meu irmão, lá do
sul da Bahia, rompido comigo, porque eu falava mal do lulismo. Guilherme
comunica-me, pelo telefone, que não dá mais para agüentar o PT e Dilma, o que
me deixa eufórico, a ponto de convidá-lo para uma cerveja comemorativa. Quanto
a meu irmão, soube-o doente. Também não há saúde que resista ao lulopetismo.
Jacques Wagner, com aquela cara de quem tomou todas, declara que a busca e apreensão,
realizada pela Polícia Federal nas empresas do filho do Lula, ‘’não preocupa o governo’’. Grande
novidade! Como se este (des) governo se preocupasse com alguma coisa, que não
fosse salvar a pele de Dª. Dilma!
terça-feira, 27 de outubro de 2015
A gonorreia petista
É de se lamentar as agressões morais sofridas pelo
ex-senador, Eduardo Suplicy, no ultimo sábado, às portas da Livraria Cultura.
Suplicy sempre um político austero, coerente com suas idéias, um pouco ‘’Forest Gump’’, é verdade, mas contra
quem é impossível atribuir qualquer conduta desabonadora. Todavia, o ilustre
ex-senador paga o preço de continuar a pertencer ao PT, o partido que passou a
simbolizar tudo que há de podre, na historia política do Brasil. É verdade que
Suplicy sempre foi liderança isolada, vez que os lideres do petismo Lula, José
Dirceu, et caterva -, com mal caratismo que lhes é peculiar, sempre procuraram
boicotá-lo e até comemoraram sua ultima derrota eleitoral. Deveria ele, como vários
estão fazendo, abandonar o PT, que não é digno de tê-lo em seus quadros e se
filiar a outra agremiação, que coadune com suas idéias. O equivoco do probo
senador foi aceitar cargo inexpressivo, na pífia administração municipal,
também eivada de suspeitas de corrupção, por ter construído as ciclo faixas e
ciclovias, cujo metro quadrado foi considerado o mais caro do mundo.
Fernando Morais – aquele biografo que, por um punhado de
dólares, escreve biografia laudatória até de Hitler -, observou que essa
critica, ampla, geral e irrestrita, que se faz aos petistas ‘’é uma doença,
algo como uma super gonorréia’’. Todavia, esqueceu-se ele de dizer que foram
exatamente os petistas que inocularam esse vírus na sociedade brasileira. Nos
meus tempos de adolescente, ‘’gonorreia’’ tratava-se com ‘’benzetacil’’, antibiótico de efeito fulminante. Pois é desse
medicamento decisivo que precisamos para nos livrar dessa doença maldita,
chamada petismo, que jogou o Brasil na maior crise moral e econômica de sua
historia. Vaiar petistas – mesmo Suplicy, a única flor desse lodaçal -, é o
único – ainda – instrumento que a população adoecida possui. Enquanto isto, a
revolta se alastra, na mesma proporção do desemprego, do crescimento da
inflação e, não fosse um Congresso, também corrompido, a ‘’benzetacil’’ já teria sido aplicada. De qualquer maneira, em que
pesem as nefastas maquinações palacianas, onde Lula, Dilma, Eduardo Cunha e
Renan Calheiros, tal qual bêbados trôpegos, que se seguram uns aos outros, para
não caírem, espera-se que este bando de meliantes não consiga comer o peru do
natal. Bezentacil, neles!
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
De surpresa, o ano chega ao fim
Liga-me Luiz Claudio, amigo dileto, perguntando-me dos meus
planos para o ‘’Reveillon’’. Respondo
que ele deve estar maluco, pois ainda estamos muito distante de tal evento, a
que ele retruca lembrando que estamos a menos de 70 dias para romper 2016. Desligo o telefone, meditando sobre os dois
fatos: que, em pouco tempo, o ano termina e que o próximo será 2016. Todos
temos a sensação que os dias voaram, que ontem mesmo, era janeiro ou abril. É
assim mesmo: a idade encurta o tempo e alonga as distancias. É que,
envelhecidos, aproximamo-nos do fim do caminho, por onde vamos, abandonando,
qual carga inútil, nossos projetos, que não sejam de curtíssimo prazo – coisa,
no maximo, de 180 dias. Todavia, mais do que a celeridade do tempo, o que me
fez enrugar a testa, foi constatar que chegaremos a 2016. Outro dia mesmo –
para não ir muito longe – comemorávamos a ‘’virada
do século’’. Não me recordo, onde estava, mas me recordo de toda a celeuma,
que se levantou, que haveria pane geral nos computadores, que a terra sofreria
transformações climáticas, tudo isto sem falar nos que profetizavam o final do
mundo. Nada, absolutamente nada aconteceu de anormal e a manhã do primeiro ano
de 2000 amanheceu exatamente igual à manhã do último dia do século anterior. E
ainda houve os que Nelson Rodrigues denominava ‘’idiotas da objetividade’’, que torciam o nariz, afirmando que, na
verdade, o século 21 só começaria em 1º de janeiro de 2001. Mas volto ao
presente, para dar uma resposta a Luiz Claudio. O certo é que os últimos tempos
têm me forçado a réveillons medíocres, sem os esplendor daqueles passados no
Rio, tantos foram, alegrias repetidas, sob o brilho dos fogos de artifício. Com
certeza, lá seria minha primeira opção, não fosse eu sócio minoritário desta
coisa, às vezes perversa, chamada ‘’sociedade
familiar’’. Terei que consultar as bases, antes de responder a Luiz Claudio
que, perdido em excesso de liberdade de ir e vir, busca sugestão. Retorno a
ligação e pergunto se ele vai só ou acompanhado e ele, reticente, esclarece que
ainda não definiu, mas que isto é irrelevante. Esclareço que, acompanhado e em
fase de amor chegante, ‘’Arraial
D’Ajuda’’ seria o ideal, com a exuberância de suas praias, protegidas por
falésias e a alegria de seus freqüentadores, afastados dos suores de Porto
Seguro e não contaminados pela falsa sofisticação de Trancoso. Mas tem que ter,
bem juntinho, corpo quente e voz quase rouca de mulher especial, caso
contrario, mais do que solidão, virá a inveja do casal ao lado que se olha e se
funde em um só corpo. Encerro a conversa com Luiz Claudio – ou a adio para
outra data -, sugerindo que, se for apenas para mitigar a tristeza, sozinho ou
em companhia insossa, embarque em um cruzeiro, cujo navio ancore, na noite do
dia 31, ao largo da praia de Copacabana e fique esperando, em estado de
semi-embriaguez, o balé fantástico dos fogos de artifício, bailando no céu. Se
chorar, não tem importância, as pessoas entorno jamais saberão se será de
tristeza ou alegria.
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
O novo projeto de lei do desarmamento
Quando se analisa o novo ‘’Estatuto
do Desarmamento’’, em discussão no Congresso Nacional, a pergunta central,
a ser formulada, é se a legislação vigente diminuiu o índice de homicídio e
latrocínio (roubo, seguido de morte), no País. Estatísticas da Secretária de
Segurança Pública de São Paulo e do Rio de Janeiro indicam que o latrocínio
aumentou, em média, 15% ao ano, no ultimo triênio, o que significa que, se nada
for feito, em mais 03 anos, esse tipo de crime terá tido, um aumento da ordem
de 100%. Estamos acostumados a ver, pela televisão, até com indiferença,
assaltos nas ruas, na porta de bancos, em postos de gasolina, onde o
assaltante, mesmo depois de imobilizar a vítima, executa-o, com absoluta
frieza. Quando se realizou a campanha do desarmamento, organizada por
românticos, distanciados da realidade objetiva, centenas ou milhares de
cidadãos de bem, entregaram suas armas, na ingênua ilusão de que estariam
protegido pelo aparelho policial. Por outro lado, os delinqüentes não só não se
desfizeram das suas, mas passaram a adquirir armamento pesado e sofisticado,
vindo de Israel, Rússia, Estados Unidos ou bastando atravessar a ‘’Ponte da Amizade’’. Hoje, nem o
exército, nem a polícia militar, nem a polícia civil possui o nível de
armamento da delinqüência. Mata-se, no Brasil, mais policial do que morre
soldado americano no Afeganistão e nossa polícia, vivendo em estado de
permanente perigo, ainda é considerada violenta. A famigerada ‘’campanha do desarmamento’’ despiu, de
qualquer garantia e proteção, o frentista de posto de gasolina, o pequeno
comerciante, que não pode contratar segurança privada, o cidadão, que sai e
chega em casa, para ou do trabalho e, assim despidos, colocou-os a todos, nas
mãos do assassino sanguinário, que mata, após roubar da vítima um mísero
celular. Nosso Código Penal consagrou o principio que ‘’não há crime quando o agente pratica o fato em legitima defesa’’.
E esclarece que ‘’entende-se por legitima
defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta
agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem.’’ Se a lei, por outro lado, proíbe que se tenha e se use
arma de fogo, o que seriam esses ‘’meios
necessários’’ que permitam evitar ser assaltado ou a um pai impedir que sua
filha seja violentada, como vem sendo usual em invasões a domicílio? Notícia,
ironicamente dada, afirma que, caso seja aprovado o novo projeto de lei do
desarmamento, obter licença para comprar e portar arma, será tão simples como
tirar uma CNH. Pois exatamente assim deve ser: se o cidadão provar que sabe
atirar e tem capacitação física e psicológica para ter e usar arma de fogo,
estará revestido do direito de possuir os ‘’meios
necessários’’ para, legitimamente, defender-se a si e a terceiros, de
injusta agressão. Fora dessa lógica, retirada do cotidiano, o que sobra é
conversa mole, que só faz aumentar a estatística de crimes violentos que, em
sua maioria, ficam impunes.
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Entrará o Brasil em guerra?
1. Lá pelo começo dos anos 60, o Brasil
comprou o porta-aviões ‘’Minas Gerais’’, que, como não estávamos em iminência
de estado de guerra, não teve qualquer utilidade, a não ser provocar litígio
entre a Marinha e a Aeronáutica, cada qual reivindicando o direito de pilotar
os aviões que de lá decolariam para enfrentar o ‘’inimigo’’. Como esse não
veio, o porta-aviões deu algumas voltas e ficou ancorado no porto do Rio de
Janeiro. Lá estive, no começo dos anos 80, então Diretor da Secretária de
Segurança Pública do Rio, na posse de um Comandante da Marinha, tal era sua
finalidade principal. Hoje, não sei onde está e para que serve, apenas afirmo
que foi uma montanha de dólares, jogada ao mar. Agora, o fenômeno se repete:
com o País precisando economizar até no uso de papel higiênico, nossa graciosa
e diligente Presidente vai até a Suécia e faz pose em avião de caça, que
integra compra da ordem de 3,5 bilhões de dólares, feita pelo Brasil. Vasculho
o noticiário, para constatar se o Brasil vai à guerra. A não ser os conflitos
internos (Planalto x Congresso x Supremo), reina a mais absoluta paz entre
nosso País e o resto do mundo. Então, fica a pergunta: por que gastar, em
momento de caixa-0, importância tão expressiva, comprando aviões de caça?
Pode-se contra argumentar que tais aeronaves são necessárias ao patrulhamento
de nossas fronteiras, por onde entram, principalmente, droga e armamento
pesado. Não sei se os caças se adéquam a tais missões, mas, mesmo que o sejam,
tal compra poderia ser transferida para momento, economicamente mais propício.
Por falar em ‘’momento mais propicio’’,
o que foi nossa sapientíssima presidente fazer na Escandinávia, Suécia e
Finlândia? Importar frio para o Brasil já que o verão bate às portas?
2. Leio que o Planalto recrutou a fina
flor de juristas petistas para defender a Presidente do impeachment. Como
conheço os 03 (Celso Antonio Bandeira de Mello, Dalmo de Abreu Dallari e Fabio
Konder Comparato), reconhecendo-os como membros da elite jurídica brasileira, e
sei que são profissionais caros, que não se levantam da cadeira, por menos de
algumas centenas de milhares de dólares, cabe a pergunta: quem está pagando os
honorários desses notáveis? Espero, em homenagem à historia dos mesmos, que
grana tão polpuda não venha da petro-propina.
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