Não há mais qualquer razão para se voltar a falar da afastada
Presidente Dilma, defunto, que precisa ser enterrado, para que o País vire esta
vergonhosa página de sua historia e retome o caminho do desenvolvimento, que
gera emprego, que restaura a dignidade. Todavia, como vivemos época de
‘’cambalachos’’ políticos, a morta ameaça ressuscitar e nos aterrorizar a
todos. As revistas, do último fim-de-semana, revelam as tratativas, nada
republicanas, estabelecidas entre Dª Dilma e Marcelo Odebrecht, do qual ‘’arrancou’’
20 milhões de reais. Através da delação de Cerveró, tem-se a informação de que
ela, como presidente do Conselho da Petrobrás, sempre soube da ‘’tenebrosa
transação’’, envolvendo a refinaria de Pasadena e das vantagens indevidas
recebidas pelos seus asseclas. E, extremo ridículo, toma-se conhecimento que
até mesmo o cabeleireiro da madame era pago pela construtora. Cai, assim, a
máscara da mulher tida como ‘’pessoalmente honesta’’, como apregoava muito
gente boa, inclusive meu prezadíssimo Delfim Netto. Pois, agora, Dª Dilma anda
irritada, porque o novo Governo recusa-se a liberar avião da FAB, para que ela
passeie pelo Brasil, soltando o verbo, a falar que está sendo vitima de um
‘’golpe’’, malgrado todo o rito constitucional do impeachment ter sido seguido.
O jornal ‘’O Globo’’, edição de ontem, domingo, noticia a revolta da
oficialidade jovem da FAB, pelo uso de aviões para transporte de políticos,
impossibilitando o uso de aeronaves para fins relevantes, como transporte de
órgãos humanos, para serem transplantados. Renan Calheiros utilizava aviões da
FAB para fazer transplante de cabelo e Dilma usa-os para que seu cabeleireiro
se desloque a Brasília, para pentear suas ‘’madeixas’’. Enquanto isso, pessoas
humildes morrem, porque o coração, a lhe ser transplantado, não dispõe de meios
de transporte rápido, para chegar a seu destino. Dª Dilma, que não tem nenhuma
função, dispõe de 35 pessoas para servi-la, no Palácio da Alvorada, a um custo
mensal de 500 mil reais. O que farão esses serviçais, inúteis e desnecessários
serviçais? Cessa, assim, de modo melancólico, a farsa da mulher honesta, vitima
de um golpe, urdido ao arrepio da lei e surge a imagem real de uma presidente
que integrou a quadrilha que dizimou o patrimônio da Petrobrás.
segunda-feira, 6 de junho de 2016
quinta-feira, 2 de junho de 2016
Porque Junho chegou
Como já alardeei, detesto o frio, que nos faz camuflar em
pesadas roupas e me traz inevitável banzo do verão. Todavia, tenho especial
carinho pelo mês de Junho, tantas são as comemorações, gerais e pessoais, nele
realizadas. No plano geral, as festas juninas que, se nestas plagas paulistanas
resumem-se às quermesses das Igrejas, pelo Brasil afora, especialmente no
Nordeste, continuam a serem festejadas com danças, fogueiras e quentões. Nada
tenho de saudosismo, mas são as raízes que traçam a personalidade de um povo e
de uma nação. Dos Santos reverenciados, minhas preferências recaem sobre São
João, que me remete à infância e São Pedro que considero injustiçado pela
hagiografia, apesar de ter sido a pedra sobre a qual se erigiu a Igreja. Acabou
tendo sua importância empanada pelo seu colega de dia, São Paulo, por quem
chego a ter antipatia: intitulou-se a si mesmo apostolo, desprezou Barnabé, que
o introduziu entre os apóstolos verdadeiros e quis tomar o lugar de Pedro. Suas
‘’cartas’’ – em grande numero não escritas por ele – estão recheadas de
cabotinismo, como se ele tivesse sido, pessoalmente, escolhido por Cristo, para
difundir o evangelho. É óbvio que Paulo foi importante. Culto, de origem nobre,
teve a visão cosmopolita que faltou a Pedro, humilde e analfabeto pescador. Outro
dia, um amigo, recém chegado da ‘’terra santa’’, mostrou-me uma foto da casa de
Pedro, quase uma gruta de ínfima dimensão. Nasceu e viveu ele na pobreza,
desceu da vida para seguir Jesus e o entendeu, mais com o coração do que a
razão, fraquejou, como qualquer ser humano e, exatamente pelo seu despojamento,
Cristo o escolheu para ser o fundador da Igreja que emergia. Impossível
imaginar Paulo, com seu imponente cavalo e aquela pose de ‘’eu sou mais eu’’,
participando de festa junina. Quanto a Pedro, vejo-o percorrendo as barracas de
canjica e quentões, pulando fogueiras e, até, ensaiando passos de quadrilha. E
não esqueçamos Santo Antonio, reverenciado, com incontida expectativa, pelas
‘’moças casadoiras’’.
Boas festas juninas a todos e quem puder, desfrute-as no
nordeste, especialmente na Paraíba, terra de muitos encantos e quase nenhum
frio.
quarta-feira, 1 de junho de 2016
Da difícil arte de viver
Ao longo do exercício da advocacia – e põe longo nisto – tive
e tenho o privilegio de conviver com colegas, de elevada competência
profissional, mas que, exatamente por saberem quanto valem, são avessos a
auto-promoção, nem fazem pose de impolutos. Com muitos, apenas convivo, com uns
poucos tenho o privilégio de passear em suas intimidades. Hoje vou falar de um
– e apenas ele se identificará nestes escritos – que, quando o visito em seu
belo escritório, lá tenho vontade de ficar, por tempo indeterminado. Filho de
desembargador já falecido, pouco mais novo do que eu, alcançou sucesso na
profissão e total independência financeira, da qual não faz alarde. Cultiva o
principio que ‘’viver é melhor que
sonhar’’ e, sem tirar os olhos dos menos favorecidos, a quem empresta
habitual generosidade, é amante dos bons vinhos e das belas mulheres, presas
fáceis de sua inteligência e elegância. Casou-se, no sentido largo do termo,
quatro ou cinco vezes e, nestes cerca de 10 anos que com ele convivo, jamais
ouvi dele qualquer comentário desairoso em relação a elas. Certa vez, leu,
esculpido em uma parede, a frase, que reproduzo, provavelmente com alguma
imperfeição ‘’quem não ama totalmente, é
porque não ama.’’ Naquele momento, tomou a decisão de terminar um
relacionamento, que já perdera o brilho. Hoje, vive sozinho, em seu espaçoso
apartamento. Sozinho, é maneira de dizer. Quando o corpo requisita, convida
mulheres avulsas, mas se recusa a manter com elas simples relação de compra e
venda. Respeita-as, como ser humano e as acolhe, fidalgamente, oferecendo-lhes
um jantar, que ele mesmo prepara, regado a um vinho, de boa linhagem. O que vem
depois é o que viria depois, com qualquer mulher, esposa, amante, mas com a
reverencia, com que a distingue e que faz dele um cavalheiro, espécie que vai
se extinguindo em tempo de barbárie. Orgulha-me, tê-lo em meu convívio, com
quem aprendo, a cada dia, que a vida fica mais fácil e melhor de se viver,
quando se a vive com generosidade.
terça-feira, 31 de maio de 2016
Maio: mês de Maria
Convencionou-se que o mês de maio, que se encerra hoje, é
dedicado a Maria, mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo. Digo “convencionou-se”, porque Maria vive todos os dias em nossos
corações, inundando-nos com seu incomensurável amor e sendo depositaria de
nossas esperanças, nos momentos de aflição. Maria, Santa Maria de todos os
nomes e regiões, unifica-se na capacidade de se entregar, por inteiro, em sua missão
de servir ao filho, como todas as mães, de todos os nomes, que carregam seu
rebento, desde o momento da concepção e o acompanha, vida afora, alegrando-se
em suas vitorias e sofrendo, em suas derrocadas. Maria, mãe de Jesus, não foi
mera espectadora de sua caminhada até o calvário. Como toda mãe, educou-o, na infância,
repreendeu-o, quando ele se desgarrou dela, deixando-se ficar, no templo, entre
sacerdotes, seguiu-o, em suas peregrinações e até o convenceu a realizar seu
primeiro milagre, nas “bodas de Canaã”,
mas, acima de tudo, mesmo sabendo da missão divina do filho, rasgou seu
coração, na dor de seu sofrimento e, dor indescritível, repousou-o, morto, em
seus braços. Maria é a obra prima, por excelência, de Deus, pois, através dela,
Ele deu ao mundo seu unigênito para transmitir sua mensagem de amor. E não é
assim com todas as mães, para quem cada filho é um “unigênito”? Se só chegamos ao Pai pelo Filho, tenho, para mim que,
para se obter a graça do Filho, o melhor caminho é Maria. Deus tudo pode,
portanto não precisava de Maria para fazer cumprir seus desígnios, ainda assim
Ele quis fazer uso dela para trazer ao mundo seu Filho, para fazer chegar até
nós a sua graça e salvação. Por isso, entregando nossa vida nas mãos de Maria,
podemos mais facilmente ser conduzidos a Cristo. Assim, apenas simbolicamente,
o mês de maio é dedicado a Maria, vez que ela está presente, todos os dias, em
nossas vidas, como mãe abnegada que vela, sem cessar, pelo filho.
“Tu és, Maria, mãe da
vida,
Sorriso do Deus nascido
Na plenitude dos
tempos.”
segunda-feira, 30 de maio de 2016
Por causa do evangelho de cada dia
Tenho o ancestral hábito de, antes de começar o trabalho
cotidiano, fazer alguma oração, pedindo proteção para a jornada e visitando o ‘’evangelho do dia’’. De ambos – oração e
evangelho – recarrego as baterias, cada vez mais gastas, nestes tempos de
insegurança. Olho em torno e, ao constatar quantas pessoas dependem de mim, já
gasto pelos fevereiros acumulados, arrepio-me. Pois na sexta-feira última, de
movimento nenhum, telefone deliciosamente silencioso, repeti o ritual das
manhãs chegantes e fui ao evangelho de Marcos (11,11-26), de onde extrai dois
ensinamentos. O primeiro, vem da irritação de Cristo com a figueira que, por
não ser época de frutos, não os dá. Por que teria Jesus se irritado, por não
ter colhido frutos, mesmo sabendo que não era época deles? Depreendi que Ele
quis nos ensinar que é preciso dar frutos, em qualquer época. Tive a impressão
que Ele se irritava comigo, com esta vontade, quase ensandecida, de fechar a
porta, deixar para trás compromissos, incompreensões, desamores e, tal qual a
figueira improdutiva, andar, sem rumo e sem companhia, por uma praia sem fim.
Enquanto escrevo, o telefone toca. Alguém exigindo alguma coisa de mim. Vejo-o,
olhando, grave, para mim, como a dizer-me ‘’não
disse que você tem que ser como a figueira, a dar frutos, a qualquer época?’’
Consola-me saber que um dia esta figueira morrerá, cessando sua
responsabilidade de parir frutos e desaparecerá, sem deixar vestígios. A
segunda parte do evangelho de Marcos, por sinal bastante conhecida, fala do
momento em que Jesus expulsa os comerciantes do tempo: ‘’não está escrito que a minha casa será chamada casa de oração para
todos os povos? ‘’Vós, porém, fizestes dela um antro de ladrões’’. Aqui,
não saio da obvia interpretação: se vivesse, hoje, quanto trabalho teria Jesus,
ao ver o numero de ‘’casas de oração’’,
transformadas em ‘’antro de ladrões’’,
que exploram a fé, principalmente dos mais humildes, enriquecendo-se, por conta
da promessa de milagres... que não acontecerão. Com certeza, muitos destes
políticos, envolvidos em corrupção de todo o gênero, inclusive no desvio da
merenda escolar de crianças famintas, freqüentam as missas dominicais e até
comungam, esquecidos, ou melhor, despreocupados de que a Eucaristia é o momento
em que se estabelece o vinculo entre o homem e Jesus: ‘’fazei isto em memória de mim.’’ Quando eu era criança e me
preparava para a ‘’primeira comunhão’’,
a catequista – irmã Frozina – (uma freira muito brava, que ensinava o catecismo
com uma ameaçadora régua nas mãos), fazia-nos terrível advertência: se
mastigássemos a hóstia ou, tivéssemos maus pensamentos, na hora da comunhão, a
hóstia se cuspiria e sangue escorreria de nossa boca. Por isso, quando o
sacerdote nos oferecia a hóstia consagrada e dizia ‘’o corpo e o sangue de Cristo’’, eu começava a tremer e suar frio,
tal o temor de mastigar a hóstia ou ser acometido de pensamento negativo.
Pensando bem: gostaria que fosse verdadeiro o vaticínio de minha catequista.
Com certeza, seria o fim da hipocrisia religiosa e veríamos a afirmação do
ensinamento do Papa Bento XVI, na introdução de sua encíclica ‘’Sacramentum Caritatis’’, onde ele
afirma: ‘’No Sacramento do altar, o
Senhor vem ao encontro do homem, criado à imagem e semelhança de Deus,
fazendo-se seu companheiro de viagem. Com efeito, nesse sacramento, Jesus
torna-se alimento para o homem, faminto de verdade e de liberdade. Uma vez que
só a verdade nos pode tornar livres, Cristo faz-se alimento de verdade para nós’’.
quarta-feira, 25 de maio de 2016
Teria a montanha parido um rato?
Apesar de não ser economista e ter dificuldade para gerir as
próprias finanças, arrisco-me a tecer considerações sobre as reformas,
propostas pelo Presidente Temer, para tirar o País do atoleiro, em que o
petismo nos enfiou. Ninguém duvida que a retomada do crescimento, em
circunstâncias tão adversas, exigirá sacrifício de todos os segmentos sociais
e, neste sentido, ouso dizer que as reformas propostas foram tímidas. Como o
próprio Temer declarou, em entrevista ao ‘’Fantástico’’,
já que não pretende ele ser candidato em 2018, pode se dar ao luxo de ser
impopular, desde que, é claro, essa impopularidade decorra de medidas, que
reequilibre a economia do Brasil. Assim, por que não apresentar um pacote de
privatização de empresas públicas que, além de reduzir o custo da máquina
administrativa, captaria recursos para os cofres públicos? Não seria hora, por
exemplo, de Pedro Parente, com sua incontestável competência, avaliar a
possibilidade de fatiar a Petrobrás, alienando subsidiarias, sem que isto
implique na quebra do monopólio estatal? Não seria o momento de, através de
concessões, juridicamente seguras, transferir à iniciativa privada a exploração
dos portos e aeroportos? No que concerne às reformas, limitou-se o plano à da
previdência, esquecendo-se de que a flexibilização das relações de trabalho,
talvez seja o caminho mais rápido para a geração de empregos. Qualquer
empresário sabe que o ‘’custo
trabalhista’’ é o maior óbice para novos investimentos. O Brasil é campeão
mundial em reclamações trabalhistas, em grande numero forjadas, em suas
reivindicações, transformadas em verdadeira indústria, por advogados
inescrupulosos e por uma justiça especializada que, 70 anos passados da edição
da CLT, ainda considera o empregador, meliante e o empregado, ‘’hipossuficiente’’. Não seria a
oportunidade de, tal qual acontece nos países desenvolvidos, transferir para os
respectivos sindicatos, patronal e laboral, a definição das relações de
trabalho, que passariam a ter força de lei, insuscetível de serem remetidas ao
Poder Judiciário Trabalhista? É absurdamente ilógico que uma rescisão de
contrato de trabalho, homologada em sindicato, ou na própria unidade local do
Ministério do Trabalho, ainda possa ser submetida, com novas reivindicações, à
Justiça Laboral. A essa excrescência dá-se o nome – e outro não há – de
insegurança jurídica. De larga data, não mais advogo naquele ramo do Direito,
mas, quando lá atuei, orientava meus clientes a só pagarem verbas rescisórias,
nas decorrentes reclamações trabalhistas. Podia ser injusto para o empregado
dispensado, mas era caminho seguro, a impedir surpresas, que geravam custos não
previstos. Também seria o momento de se propor uma reforma tributária que, de
forma justa, alimentasse o caixa do Estado. Por que não a CPMF, o mais
democrático dos tributos, porque trata desigualmente os desiguais, de modo que
quem movimenta mais ativos financeiros, paga mais e quem movimenta menos, paga
menos? Por que não aumentar a alíquota de produtos supérfluos, como cigarro,
bebida, artigos de luxo e reduzir a de produtos de consumo popular? Não é hora
de meias medidas, que não vão trazer resultados eficazes e de curto prazo. O
BNDES vai devolver 100 bilhões ao Tesouro Nacional? Ótimo, mas de onde vai sair
essa dinheirama e em que prazo vai ocorrer tal devolução? O governo Temer tem
prazo de validade pré-fixado: 180 dias e nem o mais horripilante pesadelo nos
faz imaginar ter Dilma e sua gangue de volta. Melhor, até, fora sonhar que
estamos na Venezuela.
segunda-feira, 23 de maio de 2016
Brasil: hora de superação das dificuldades
O presidente Temer começa a enfrentar dificuldades para
colocar o País nos eixos, depois de 13 anos de incompetência e
irresponsabilidade petista. Revelado o real tamanho do rombo – 170 bilhões -,
duas soluções se impõem, com absoluta urgência: enxugamento da maquina
administração e efetivação de algumas reformas, como, por exemplo, a da
previdência, reformas estas que nunca saíram do discurso. Pois o Presidente
começou por reduzir o numero de Ministérios, alguns aliás, que sequer mereciam
existir. O Brasil atravessou séculos tendo um Ministério da Educação e Cultura.
Como se precisava acolher os apaniguados, cindiu-se aquela Pasta, criando-se um
inútil Ministério da Cultura, para servir um bando de intelectualóides, que
recebiam polpudas verbas para fazer filmes e encenar peças, as quais ninguém
assistia. A Lei Rouanet atendia àqueles que tinham alguma coisa de relevante a
oferecer e funciona muito bem. Pois bem, foi só o Ministério da Cultura voltar
a se reintegrar ao Ministério da Educação, sob forma de Secretaria, para
aqueles intelectualóides, membros de uma esquerda carcomida, saírem esperneando
pelas ruas. Afinal, o que é mais importante: ter uma política, bem estruturada,
voltada pra a cultura, em todos os seus matizes, ou o status do Órgão?
Lamentavelmente, Temer recuou e voltamos a ter um inútil Ministério da Cultura.
Se pensa o Presidente que, com tal recuo, ganhará o apoio ou, pelo menos, a
simpatia desses intelectualóides, está redondamente enganado. Pertencem eles
àquela classe, acostumada a viver pendurada nas tetas do Estado e, por isso, o
lulopetismo soube servir-se deles. A maioria, na verdade, passa longe de ser
intelectual, como a atriz Sonia Braga, que fez sucesso em novelas da Globo e,
agora, no ostracismo de final de carreira, não perde a oportunidade para
aparecer.
Outra questão, que vai dar muito pano pra manga, é a reforma
da Previdência Social, cujo déficit cresce em progressão geométrica, enquanto a
arrecadação cresce em progressão aritmética. A razão é simples: aumentou-se,
substancialmente, a expectativa de vida do brasileiro, o que exige que se fixe
idade mínima para se aposentar, independentemente do tempo de contribuição.
Todos sabemos disto, como única solução, mas, quando se propõe tal solução, o
corporativismo fala mais alto e tome boicote à proposta. Finalmente, merecem
algumas linhas sobre o provável aumento de impostos ou criação de novos. Como
fazemos, em nossa vida pessoal, quando nosso faturamento é inferior as nossas
despesas? Simples: ou reduzimos tais despesas, adequando-as àquele faturamento
ou tratamos de faturar mais. No caso do Governo, esta equação é mais
complicada, porque sua receita advêm dos impostos arrecadados. Assim, as duas
soluções devem ser conjugadas. Como o ‘’Estado
- Empresário’’ é anacronismo administrativo, algumas empresas públicas
podem e devem ser privatizadas e, por outro lado, o retorno da CPMF surge como
um mal necessário. A melancólica realidade é que fomos jogados em um buraco
negro, do qual, para sairmos, todos temos que dar cota de sacrifício, para a retomada
do desenvolvimento e, com esse, a volta do emprego e da tranquilidade social.
Os organismos internacionais já acenam, com otimismo para o Brasil e não
podemos perder esta oportunidade de reconstruir o País. Como Temer não é
mágico, é missão de todos nós. Afinal, a ‘’guerra’’acabou,
com o afastamento da Presidente Dilma e agora é trabalhar para reconstruir o
Brasil.
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