terça-feira, 26 de abril de 2016

Temer e o privilegio de ter Delfim a seu lado

Quem entra no escritório do Professor e ex - Ministro Delfim Netto, verá, na sala, à direita, um pôster, com trechos de pensamento, por ele exteriorizado, no longínquo ano de 1972, onde faz apologia do desenvolvimento, mas asseverando que o mesmo exige dedicação ao trabalho e sacrifícios. E Delfim, com quem tenho o privilégio de, eventualmente conviver, transformou suas palavras em concretas ações de vida. Prestes a completar 88 anos, mantém invejável lucidez e inesgotável capacidade para o trabalho: chega ao escritório antes das 8 horas, concede entrevistas, aconselha empresários e investidores, escreve para jornais e revistas, profere palestras, mantendo, sempre, sua verve aguçada. Despido de preconceitos ideológicos, pensa, prioritariamente, o Brasil, razão pela qual foi ‘’guru’’ da equipe econômica de Lula e apoiou Dilma, ate que ela ‘’meteu os pés pelas mãos’’. Na semana passada, almoçou com Michel Temer, de quem é amigo de larga data. Afinal, foram Constituintes juntos. No dia subseqüente ao almoço, Delfim concedeu entrevista ao ‘’Estadão’’, por certo, resumo de sua conversa com o quase Presidente. De novo, repetindo seu ‘’poster’’, previu que a retomada do desenvolvimento exigirá, de todos, dedicação ao trabalho e sacrifícios. Michel Temer, homem de fino trato, jurista reconhecido e político experiente, deve ter assimilado os aconselhamentos de Delfim. Vai enfrentar uma ‘’pedreira’’, que somente poderá ter sua demolição encetada, se contar com a confiança dos diversos segmentos da sociedade, que sabe e até aceita fazer sacrifícios, desde que esses comecem pelo próprio governo. A significativa redução do numero de Ministérios – não mais do que 15 são necessários – e, conseqüentemente, a extinção de milhares de cargos e confiança e funções gratificadas, já é um bom começo. Uma equipe, de reconhecida capacitação técnica, sem o ‘’toma lá dá cá’’, marca registrada da nefasta era lulopetista, restaurará a confiança perdida e, com o indispensável apoio da população, possibilitará o encaminhamento de reformas essenciais, como a previdenciária, tributária e trabalhista. Como bem salientou Delfim, em sua entrevista ao ‘’Estadão’’, Temer, tal qual Itamar o fêz, tem tudo para escrever seu nome, com brilho, na historia do Brasil. De se lamentar que Temer não poderá contar com o ‘’jovem’’ Delfim que, no próximo 1º de maio, completará 88 anos, que começou como ‘’office boy’’ da ‘Gessy Lever’’ e se transformou em uma das maiores inteligências, a serviço do Brasil. De qualquer maneira – tenho certeza -, nos momentos de duvidas, Temer poderá dissipá-las, passando pelo austero escritório do Pacaembu e ouvindo os conselhos do Mestre.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Dilma: a terrorista de sempre

Confesso que não entendo o inconformismo da mídia com o fato de Dilma ir à imprensa internacional para dizer-se ‘’vitima de golpe’’ e assacar aleivosias contra o processo de impeachment, que transcorre, obedecendo à Constituição e às regras estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal. Nenhuma surpresa, porque, para ela, ‘’democracia’’ nunca passou de figura de linguagem. Na juventude, insurgiu-se contra o regime militar, não porque pretendesse devolver ao povo o direito de eleger seus governantes. Como fiel escudeira do deplorável Carlos Lamarca, seu objetivo era implantar, no Brasil, regime assemelhado ao que Fidel Castro instalara em Cuba. Procurem-na – e não a encontrarão – em qualquer foto ou filme do histórico comício das ‘’diretas, já’’. Impossível uma terrorista inconseqüente situar-se ao lado de democratas verdadeiros, como Franco Montoro, Ulisses Guimarães, Tancredo Neves, Fernando Henrique, apenas para citar os mais notórios. Alias, o petismo, como regra, sempre abominou o jogo democrático e não foi por uma razão que, quando da eleição indireta, que elegeu Tancredo Neves, expulsou do partido o Deputado Federal Airton Soares que, contrariando a ditadura partidária, votou em Tancredo. A eleição indireta era, à época, a única via de acesso à restauração das liberdades democráticas, mas o PT queria o confronto, daí a expulsão dos que não comungavam desse objetivo. Melhor para Airton Soares, político, na acepção verdadeira do termo e que sempre foi corpo estranho, naquele infecto ninho de petistas incultos e mal intencionados. São, ainda, os mesmos petistas, que nunca aceitaram o convívio com a democracia, que, agora, chamam de ‘’golpe’’ o regular e legal processo de expulsão de Dilma da presidência. Seus reclamos, junto à mídia estrangeira, cairão no vazio, vez que todos os organismos internacionais sabem que ela e seus ‘’companheiros’’ destruíram a economia do Brasil, mergulhando-na no mais fantástico mar de corrupção da historia, razão pela qual 70% dos brasileiros apóiam o impeachment. Melhor fora que, na direção do processo, não tivéssemos Eduardo Cunha e Renan Calheiros, mas é o que temos e, na desesperadora conjuntura, em que nos encontramos, qualquer um serve para virar a negra pagina desta historia do Brasil. Ao pretender aviltar as instituições brasileiras, Dilma demonstra que continua sendo a guerrilheira de sempre: ontem, assaltava bancos; hoje assalta a honra nacional.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Michel Temer e Itamar Franco

É sempre bom viajarmos no tempo, para melhor compreendermos o momento presente. Quando Collor foi alijado da Presidência, Itamar Franco, (até então vice opaco, como Michel Temer o é), assumiu, constituiu um Ministério de bom nível e governou, sem maiores traumas, inclusive promovendo a grande reforma econômica, que culminou no ‘’plano real’’. Vivia o País, tal qual hoje, clima de insegurança jurídica e falta de credibilidade, geradas pelas denuncias de corrupção, envolvendo o então presidente Collor e sua ‘’entourage’’. Itamar colocou o País nos eixos com tal competência que elegeu seu sucessor, Fernando Henrique Cardoso, que fora derrotado por Janio Quadros, em eleição para a prefeitura paulistana. E, note-se, todo esse frutífero trabalho, executado por Itamar Franco, contou com a extremada oposição do PT que, inclusive, votou contra o ‘’plano real’’. Faço esta sucinta digressão histórica, apenas para destacar que Temer tem e terá condições de criar meios para superarmos a crise econômica, que nos aflige, bastando, para alcançar tal objetivo, que restaure a confiança, perdida por Dilma e promova um pacto, envolvendo a classe política, empresários e trabalhadores. Foi o que Itamar fez. Temer possui, em tese, o apoio dos dois terços da Câmara, que votou pelo impeachment. Os jornais de hoje anunciam que ele se reuniu com Aécio e Paulo Skaf, o primeiro presidente do PSDB e o segundo, presidente da FIESP. É um bom começo! A estratégia de distribuir cargos, a barganha pela barganha, ficou demonstrado que não funcionou: Dilma e Lula nomearam e prometeram nomeações e o resultado foi o que se viu. A verdade objetiva é que a operação ‘’lava jato’’ (contra a qual tenho algumas restrições, de ordem puramente jurídicas) inaugurou um novo tempo na administração pública: a indicação para um cargo, qualquer cargo, não poderá ser feita em função das vantagens indevidas que possam ser auferidas. Mesmo que renda dividendos políticos, tal indicação obedecerá ao critério da meritocracia. Esta deve ser a linha de raciocínio, a ser seguida por Temer e seus aliados. É claro que Temer enfrentará a oposição raivosa do lulopetismo. Mas este é leão que ruge cada vez menos, com suas mazelas, cada vez mais expostas, à medida que as delações premiadas revelam quão podre era o reino petista. Temer completa seu ultimo ciclo de vida e pode passar à historia como um novo Itamar. Basta querer e esperamos que queira! 

segunda-feira, 18 de abril de 2016

‘’E agora, José?’’

O sol deste outono, travestido de verão, ilumina a cidade e ainda permite o magnífico espetáculo de coxas torneadas, a alegrar os olhos. Todavia, esta não é uma 2ª feira qualquer, de um outono-verão qualquer. Ontem, o País viveu uma festa cívica, mas a festa acabou e há que se pagar o preço de tão esplendoroso acontecimento. A batalha, travada na Câmara Federal, revelou um Governo esfacelado que, malgrado todo o empenho, distribuindo cargos e verbas, não conseguiu mais do que 27% de apoio dos deputados. Isto, na prática, significa que nenhuma medida por ele, governo, a ser tomada e que dependa do Congresso, logrará êxito. A radicalização foi tão absurda, que impossível falar em um pacto de salvação nacional. Excepcionaliza-se a regra de que, em política, não há inimizades definitivas. Agora, há, principalmente porque o Planalto ameaçou formar milícia armada para fazer prevalecer sua vontade. E, agora, como ficamos, diante desta preocupante ambivalência? Temos uma Presidente, de direito, que não mais governa e um Presidente, que, por ainda não presidir, está impossibilitado de apresentar seu projeto – se é o que tem – de recuperação nacional. Entramos, assim, em um vácuo de poder, com sérias possibilidades de agravar a crise, aumentada, de um lado, porque o Supremo Tribunal Federal, definitivamente politizado, despido está de exercer um poder moderador. Ao contrario, se depender de seu Presidente, petista de carteirinha e do aloprado Ministro Marco Aurélio, pode-se esperar novos antagonismos. De outro lado, a operação ‘’laja jato’’, com novas delações premiadas, provocará novas baixas no petismo e no que, até ontem, era a ‘’base aliada’’ do governo. Volto a perguntar: e nós, a população do País, como ficamos? A Presidente Dilma afirmou que, se fosse derrotada, seria ‘’carta fora do baralho’’, o que, para os ingênuos, como eu, dava a entender que renunciaria. Tolice imaginá-la praticar tal ato de grandeza. Ontem mesmo, consumada a derrota, seu lugar-tenente, José Eduardo Cardoso, com muito ‘’chororô’’, anunciou que ‘’a luta continua’’. Ouça-se: agora é a hora e vez de tentar barganhar com o Senado, ou tentar, através dos Ministros-petistas, que o Supremo tire algum coelho da cartola. Enquanto isto, perdura o clima de incerteza, que subtrai investimentos e gera desemprego. Mas, para este melancólico governo, que agoniza, sem honra nem gloria, os interesses do povo são mero detalhe, sem qualquer relevância. 

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Hora de Partir, Hora de Chegar.



Deitado, naquela desconfortável cama de hospital, ele apenas via vultos e vozes, que não conseguia identificar. Lembrava-se, apenas vagamente, do caminhão que, surgindo na contra-mão, colidiu com seu carro. Depois do barulho, o silencio. Não sentia dor, apenas a impossibilidade de identificar e ouvir as pessoas que se aproximavam da cama e balbuciavam coisas, meros ruídos. Nem mesmo se esforçava por tentar mover-se. Sabia que era inútil. De quando em vez, mergulhava na inconsciência. Era quando vinham flashes do passado: ele, menino, tomando banho no rio de águas barrentas; ele, naquela manha de verão, salvo de morrer afogado no mar da barra. De repente, as imagens se apagavam e ele voltava a navegar no escuro. De quando em vez, voltava às vozes e aos vultos. Um dia – ou uma noite – sonhou com a mãe, ela, com aquele eterno xale no pescoço, rindo para ele e estendendo-lhe a mão, a chamá-lo. Ele estendeu as suas e as viu esquálidas, pintadas de manchas senis. Pouco a pouco, pôs-se de pé e seguiu sua mãe, que apenas sorria. As mãos recuperaram a juventude e ele, sem esforço ou cansaço, sempre em silencio, andava, pela areia de uma praia sem fim, as ondas quebrando e, suavemente, lambendo-lhe os pés descalços. Um cão negro, de grande porte, correndo, veio a seu encontro. Era Nero, seu companheiro de infância, que dormia ao pé da cama. O cão cheirou-o, enroscou-se entre suas pernas, exatamente como fazia, quando vadiavam pelas ruas da pequena cidade do interior. Quis abraçá-lo, mas ele desvencilhou-se e passou a correr em volta dele, sem emitir qualquer som. Nenhum ruído, apenas o bater suave das ondas do mar. De repente, após fazer uma curva, sempre guiado pelas mãos da mãe, viu varias pessoas que, à medida que se aproximava, formavam uma grande roda. Começou, pouco a pouco a identificá-las: lá estava o tio Mario que, em criança, levava-o, de bicicleta, para o grupo primário; lá estava sua tia Rosa, em cuja casa sempre havia um delicioso frango com batata; e seus irmãos, o que, julgando-se tenor, cantava trechos de ópera e o outro, alma e vida de boêmio, sempre chegando e partindo; lá estava Fred que, impreterivelmente aos sábados, chegava em sua casa para o aperitivo do almoço; e olha seu amigo Newton que, com ele, nas férias escolares, ambos já no colegial, dividiam a mesa de pôquer; e o Nelson, seu amigo desde primeiro ano de Faculdade; e Lídia, a miúda empregada de sua casa, que tinha a estranha mania de vestir varias roupas, umas sobre as outras; e o Frei Brás, com quem todos gostavam de se confessar, porque ele era surdo. Sua mãe – sempre sorrindo – conduziu-o até o centro da roda, onde estava o pai, com o largo pijama listrado e o cigarro pendurado a um canto da boca. A roda se fechou, os três se abraçaram e só então ele entendeu que morrera e chegara a ‘’seu’’ paraíso: pessoas amadas, mortas como ele, reunidas, em uma praia, sob o sol de verão.


quinta-feira, 14 de abril de 2016

Finalmente, a Presidente fala a verdade



Em discurso, pronunciado no Palácio do Planalto, de larga data, transformado em palanque, já que a Presidente, execrada por 90% da população, não pode vir a público, com a desarticulação de sempre (parece que Dª Dilma exagera no ‘’lexotan’’ e no ‘’prosac’’), afirmou ela, com exatidão que ‘’o golpe não é somente contra mim, mas, também, contra nosso projeto de governo’’. Confesso que não tenho qualquer preconceito, quanto ao uso do substantivo ‘’golpe’’. Em 1964, um movimento cívico-militar apeou do Poder um Presidente, cuja incompetência administrativa levava o País para o caos econômico e para a balburdia e esse movimento, apesar de revestido de apoio popular, foi, para diminuí-lo, chamado de ‘’golpe’’. Todavia ele perdurou o tempo necessário para recompor o progresso e a soberania do Brasil, como País democrático e independente. Agora, a grande verdade, dita por essa nefasta Presidente, é que o ‘’golpe’’, que, diga-se de passagem, nasceu de um petista histórico, ‘’é contra nosso projeto de governo’’. Finalmente, reconhecido o objetivo de milhões de pessoas, que saíram às ruas, no último 13 de março. O projeto do lulopetismo – do qual Dilma é instrumento menor – é transformar a ‘’coisa pública’’, em patrimônio particular. E, para viabilizar esse malsinado projeto, vale tudo, até mandar matar correligionários. Não me falem que Dilma é pessoalmente honesta. Aprendi, no 2° ano da Faculdade, que quem, de qualquer forma, concorre para o crime, sujeita-se às penas a ele cominadas. Chama-se, em Direito Penal, de ‘’co-autoria’’. Pois Dilma não presidia o Conselho da Petrobrás, quando esse mesmo Conselho aprovou a compra da Refinaria de Pasadena, dando à Empresa um prejuízo da ordem de 500 milhões de dólares? Não era Dilma Ministra da Casa Civil, quando, na sala ao lado, sua chefe de gabinete, Erenice Guerra, montava incontáveis maracutaias? Com a efetiva ajuda de quem, senão de Dilma, o ex-presidente Lula dava ordens ao BNDES, liberando polpudas verbas para construtoras e empresas, capitaneadas pelo senhor Bumlai? Dilma jamais estranhou que o filho de Lula passasse de limpador de estrume de elefante, no zoológico de São Paulo, a mega empresário, no setor de telefonia? Dilma, nem por curiosidade, perguntou a seus tesoureiros de campanha, de onde vinham os milhões, despejados pelas Construtoras? Dilma, nem por um minuto, perguntou-se a si mesma por que se gastavam bilhões de reais, na construção de estádios de futebol – Manaus, Cuiabá, etc. – onde nem mesmo havia times de ponta? E não estranhou mais que esses estádios estavam sendo construídos em cidades, onde mais da metade da população não dispõe de rede de água e esgoto? Onde estava Dilma, quando o Presidente Lula negociava Medida Provisória com montadora de veículos? Jango era, pessoalmente, honesto. Seu único vicio (que, longe de mim, considerar vicio) era percorrer as vedetes de Carlos Machado. Mas Dilma, pessoalmente, honesta, é pura bazófia. Volto ao Código Penal, mais precisamente, no artigo 18,I: ‘’diz-se o crime: doloso, quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo’’. Lula sempre ‘’quis o resultado’’ (apropriar-se da coisa pública); Dilma, na melhor das hipóteses, ‘’assumiu o risco’’. Assumiu o risco, ao aprovar a compra de ‘’Pasadena’’; assumiu o risco quando não questionou a origem dos milhões, despejados em sua campanha; assumiu o risco, ao não questionar os bilhões desperdiçados em inúteis estádios de futebol. Agora, apenas para esclarecer, a pena é a mesma tanto para quem ‘’quer o resultado’’, quanto para quem ‘’assume o risco de produzi-lo’’. Este é o projeto de Poder de Dilma e seus comparsas. E, exatamente, por conta desse criminoso projeto, que gera inflação, desemprego, que subtrai nossa dignidade, como povo e como nação, esperamos – com muita desconfiança – que o Congresso decida pelo impeachment da Presidente. Quanto às ‘’pedaladas fiscais’’, assemelha-se ao caso de ‘’Al Capone’’: não se lhe conseguia punir pelos homicídios praticados, pelo trafico de drogas e bebidas praticados. Finalmente acabou preso por sonegação fiscal. O importante era tirá-lo de circulação. É tudo que precisamos: fazer com os protagonistas desta abominável farsa-projeto de poder, sejam, definitivamente postos para fora.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

A Hora e a Vez das Forças Armadas

Em ato político, realizado anteontem, no Rio de Janeiro, Lula, mais uma vez, desrespeitando as instituições, conclamou seus ‘’companheiros’’ a resistirem à possibilidade de o plenário da Câmara Federal aprovar a admissibilidade do impeachment da presidente Dilma. Protegido pela esdrúxula decisão do Ministro Teori Zavaski, que o tirou da alça de mira do Juiz Sergio Moro, Lula ocupa suíte em luxuoso hotel de Brasilia, de onde negocia cargos e verbas, em troca de apoio a Dilma. Lula não integra o governo, mas fala em nome dele e seria oportuno perguntar quem paga as despesas desse escritório improvisado. Todavia, nada mais que Lula faça causará estranheza: seu nível de desfaçatez e desonestidade chegou a seu ponto máximo e, em país minimamente sério, já teria tido sua prisão provisória, - preventiva ou temporária – decretada. Mas um Ministro do Supremo, com ar de austero, por desconhecidos motivos e pueris argumentos jurídicos, resolveu ‘’blindá-lo, dando-lhe autorização para aviltar o próprio Poder Judiciário e defender, com unhas e dentes, um governo já abatido. Sabe, ele, Lula, que, se o impeachment passar, talvez nem a mão protetora do Ministro Teori salva-lo-á da prisão, tantos foram os atos ilícitos por ele praticados. Ao invés de provar sua inocência, Lula se insurge contra a Imprensa, que noticia seus desvios de conduta. Ao invés de contestar as provas, produzidas contra ele, acusa a operação ‘’lava jato’’ de ser instrumento de interesses internacionais que querem avançar sobre a Petrobrás, logo ele, que mais contribuiu para dilapidar o patrimônio da empresa. Entretanto, o que mais chamou atenção, no ato político do Rio, foi a incitação à luta armada, feita pelo nefasto José Stedile, líder do MST, que convocou seus aliados a ocuparem as praças, as Assembléias Legislativas e até a praia de Copacabana, para deflagrarem ação armada, caso o impeachment seja aprovado. Por certo, as Forças Armadas, que têm o dever constitucional de defender as instituições, garantindo a segurança nacional, devem ficar de prontidão para repelir as agressões anunciadas. Quem é minimamente informado sabe que o lulopetismo tinha e tem um projeto de, a qualquer preço, perpetuar-se no Poder, restringindo as liberdades individuais, o direito de expressão e o interesse publico. O modelo do lulopetismo é o que se acha implantado na Venezuela e, de larga data, em Cuba. As Forças Armadas, que nunca faltaram ao Brasil, em momentos de crise, deverão ficar atentas. Os brasileiros, que não aceitam esses canalhas, que roubaram o dinheiro e a dignidade do País, esperam que as Forças Armadas cumpram seu dever.