Vocês já notaram como os usos e costumes viajam em círculo,
passando, portanto, pelos mesmos pontos? Poderia dar dezenas de exemplos, mas
vou ficar no campo do sexo, onde, em tempos idos e vividos, labutei, com
razoável competência. Quando jovem, o simples pronunciar da palavra ‘’sexo’’ já
era motivo de constrangimento, no geral e no particular e aqui me refiro à
namoradinha! Lá pelo começo dos anos 60, amor e sexo eram duas coisas
completamente distintas. Pegar na mão da namorada levava coisa de um mês e beijar
então só lá pelo terceiro mês e olhe lá. E a ‘’coisa’’ parava aí, porque, se
você ‘’avançasse o sinal’’, vinha logo um ‘’chega pra lá, que eu não sou
dessas’’. Por mais que se amarrasse na namorada, sexo mesmo só na ‘’zona boêmia’’,
existente em qualquer cidade do interior. Veio a revolução sexual dos anos 70,
com a liberação da mulher, com o surgimento da pílula anticoncepcional, ponto
de partida para outras conquistas femininas. A virgindade deixou de ser jóia
rara, trancada a sete chaves, até o dia do casamento. Se o homem podia navegar
no mar dos prazeres sexuais, por que a mulher não? E a mulher navegou, mas via
de regra, vinculava o sexo ao amor. Ao contrário do homem, só se entregava ao
namorado ou ao noive, sempre com muito afeto. A roda do tempo girou e os anos
90 criaram novo sentido para o verbo ‘’ficar’’, que passou a significar
relacionar-se, sexualmente, com outro, sem qualquer compromisso. – ‘’Você está
namorando fulano?’’, pergunta a amiga. – ‘’Não, ele é apenas meu ‘’ficante’’,
responde a outra. Nas baladas, rapazes e moças beijam diferentes bocas e, na
saída, faz-se balanço de quantas bocas cada qual beijou. O vencedor é tratado
com reverencia, por sua ‘’turma’’. Outro dia, vi reportagem, dando conta de um
local, no Parque do Ibirapuera, em que rapazes e moças, de bom nível
socioeconômico, encontram-se apenas para beijar, que é a introdução do
‘’ficar’’. Chegam e saem sem saber o nome de seus parceiros, tantos os são. Se
isto é bom ou ruim, estou muito velho para emitir qualquer juízo de valor, a
respeito. Pode ser que banalize o ato sexual e os próprios participantes, mas é
o que temos para o momento.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
Para uma estrela anjo
Fez, ontem, 05 anos que você nos deixou, com a lembrança de
seu sorriso de menina. Vejo-a, todos os dias, nas fotografias do quadro ao
lado. Foi a maneira de tê-la, quase fisicamente presente, eu que a trago em meu
coração. Oro por você, nas missas dominicais, mesmo sabendo que você, por ter
sido um anjo, não precisa de orações. Sei que você vive entre os demais anjos,
brinca com eles de esconde-esconde, por entre as nuvens e, à noite, cansada,
repousa a cabeça no colo da Virgem Maria. Não estarei a recordar seu
sofrimento, que você sofreu resignada, porque sabia que era apenas uma ponte,
ligando a terra ao céu, onde seus amigos anjos a esperavam ansiosos para
receber o seu sorriso largo – e brincar aquelas brincadeiras amalucadas, como
aquele dia em que você, ainda engatinhando, subiu no forro de sua casa e,
depois, vários degraus íngremes, que levavam ao topo do apartamento da praia. Desde
o primeiro dia de sua chegada e até o dia de sua partida, você viveu conosco e
sempre a amamos muito, como neta, filha e irmã e continuaremos a amá-la, como
sei que você sempre nos amou, porque este tipo de amor, que não exige nada, que
não permuta, esse amor, não só não se esgota, como se renova, constantemente. Lembro-me
de que você demorou a falar, mas, quando começou, não parava mais e ainda posso
escutar sua voz, canção angelical, aos meus ouvidos. Quando você se foi, eu
disse que você virara uma estrela e, em meus momentos de tristeza, como quem
busca um refrigério, eu procurava você no céu, para que o brilho, que vinha de você
– estrela, me devolvesse o sentido da vida. Agora, você é um anjo, alegre, a
mesma voz rouca, a mesma inquietude, mas, sei, que está a meu lado, que sorri
para mim, como se me dissesse, “vai em
frente, não desanime, qualquer coisa, fale comigo.” E quantas vezes eu
falo, busco, no seu olhar alegre, forças para seguir em frente. Acho que,
quando eu me for, não me encontrarei com você, porque você vai estar muito
acima de mim, nos braços da Virgem Maria ou ouvindo as histórias, contadas por
Jesus, que se fará, outra vez, menino, apenas para brincar com você. Nesse dia,
esteja eu onde estiver, pagando meus pecados, você, que não os teve, tenho
certeza, virá até mim para me dar alento.
Até outro dia, Giulia e me desculpe por você me ver chorar.
A lei e a real utilidade do Diplomata
Se você perguntar a qualquer estudante de Direito qual o
artigo mais importante de nossa Constituição Federal, ele responderá: o art.
5º, porque nele está esculpido o principio da igualdade entre todos os
cidadãos, ‘’sem distinção de qualquer natureza’’. A resposta está correta, o
que está errado é o artigo, que constitui verdadeira ficção, vez que, ao longo
do nosso ordenamento jurídico o que mais prevalece é o ‘’princípio da desigualdade’’. Querem alguns exemplos? O inciso I
do próprio artigo 5º estabelece que ‘’homens
e mulheres são iguais em direitos e obrigações’’. Na prática, a mulher
continua discriminada, no mercado de trabalho, prevalecendo os dotes físicos
sobre os dotes intelectuais. Pergunto: entre uma negra, gorda, feia, mas
competentíssima e uma loura boazuda, coxas torneadas, meio burrinha, confunde
seção com sessão e cessão, quem você contrataria para ser sua secretária? O
inciso III do mesmo artigo 5º diz que ‘’ninguém
será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante’’. Só se
for na França, como dizia aquele personagem do Chico Anísio. Nossos presídios
são depósitos imundos de presos, tratados como se fossem animais peçonhentos.
E, por falar em ‘’tortura’’, qual o
nome que se dá a manter alguém preso, por prazo indeterminado, numa cela de 02
x 03, condicionando sua liberdade a que ele faça uma ‘’delação’’? Pergunte ao
Marcelo Odebrecht o que ele preferiria: continuar preso, afastado de sua
família, exercendo o direito de responder ao processo em liberdade – porque
reúne condições para isso – ou se submeter a uma sessão de ‘’pau de arara’’. Mas, continuemos: o
inciso IV do mesmo artigo 5º preceitua ‘’é
livre a manifestação do pensamento, sendo
vedado o anonimato’’. Apesar da clareza do texto constitucional, a
Polícia e o Ministério Público pretendem institucionalizar o ‘’dedurismo’’ anônimo remunerado. Aponte,
sem se identificar, um delinqüente e receba uma remuneração, eis o provável slogan
da campanha, que nos remete aos sombrios dias do nazismo. Mas, vamos em frente:
o inciso X do mesmo artigo dispõe que ‘’são
invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas...’’
Pura cascata! Encontram-se espalhadas pela cidade, inclusive em supermercados,
quiosques, onde, pela módica quantia de 30 reais, levanta-se a vida privada de
qualquer um, bastando fornecer o CPF do dito cujo. E vou parar por aqui, senão
estourarei a paciência de quem esteja gastando seu tempo, lendo estas ‘’mal traçadas’’. E os privilégios,
então, a derrubarem o tal princípio da isonomia? Vocês sabiam que o Brasil é o
único País do mundo, onde o diplomado em curso superior tem direito a prisão
especial, enquanto durar o processo? Pode ser o maior pilantra, ter matado a
mãe a chineladas, mas, se tem diploma de curso superior, qualquer um – tantos
agora o são –, enquanto não ocorrer o chamado ‘’trânsito em julgado da sentença’’, se preso estiver, terá direito
à prisão especial. O diploma universitário reveste-lhe de uma auréola, que o
torna desigualmente superior aos demais mortais. Assim, ter um diploma, mesmo
que não se exerça a correlata profissão, é garantia desse injustificado
privilégio. Talvez por isso as Faculdades venham se multiplicando, sem oferecer
conteúdo a seus alunos. Mas, que bobagem, estou eu a falar! Pra que conteúdo,
se o que vale mesmo é tão somente o diploma?
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
Os bons ventos que sopram sobre a America Latina
Dois acontecimentos, diametralmente opostos, mas de
significativa relevância, marcaram este ultimo final de semana. O primeiro
deles foi a vitória da oposição, na Venezuela. Em que pese todo o arbítrio de
Nicolas Maduro para que seu partido saísse vitorioso, o povo venezuelano
privado, não só da liberdade, mas sufocado pela mais asfixiante inflação de sua
história e vilipendiado por extraordinária corrupção, a envolver, inclusive,
trafico de entorpecente, praticado por membros do Governo, esse povo sofrido
exigiu, nas urnas, que se inaugurasse tempo de mudanças. A Venezuela, uma das
maiores produtoras de petróleo, do mundo, tem tudo para se recuperar deste
período nefasto de sua história, chamado ‘’chavismo’’. Mais do que vitoria da
centro direita, foi a vitoria contra a opressão e a incompetência. Não sejamos,
todavia, ingênuos. Morales e seus apaziguados não entregarão o poder, só porque
o povo assim o exige. Maduro, criatura nefasta gerada por Hugo Chaves, tudo
fará para limitar os poderes do Parlamento e possui a sua ‘’SS’’ para oprimir
seus adversários. Entretanto, o momento é de esperança, a mesma esperança que
se espargiu sobre a Argentina, com a vitória de Maurício Macri.
O segundo
acontecimento foi o lançamento, pelo fracassado político, Ciro Gomes, de uma
‘’frente da legalidade’’, para se opor ao impeachment da presidente Dilma. Quem
tem mais de 60 anos, lembra-se da ‘’Rede da legalidade’’, intentada por Leonel
Brizola para salvar o agonizante governo João Goulart, que pretendia
transformar o Brasil em uma república sindicalista. A diferença entre Ciro e
Brizola é gritante: Brizola sempre foi coerente, em sua linha ideológica,
enquanto Ciro Gomes é um oportunista: ‘’cria’’ de Tarso Jereissati, ingressou,
na política, pela Arena, partido de regime militar. Depois, percorreu todos os
partidos, aumentando derrotas, porque seu discurso político era vazio e
contraditório. Agora, sai do limbo, na esperança de liderar campanha contra o
impeachment. Brizola foi derrotado, porque sua missão era inglória, mas manteve
intocável sua historia, tanto assim é, tempos depois, retornando do exílio,
elegeu-se governador do Rio de Janeiro. A missão de Ciro é, duplamente
desastrosa: primeiro, porque não é ele líder de coisa nenhuma. Segundo, porque
o impeachment de Dilma corresponde ao anseio de 90% da população que a rejeita.
A Argentina acaba de enterrar o peronismo. A Venezuela começa a enterrar o
chavismo. Agora, é nossa vez de enterrar este câncer, chamado lulopetismo.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Divagações de um pai, ao longo do tempo
Pai, fase 01: filho
recém-nascido:
‘’Não agüento mais. Faz meses que não sei o que é uma noite
de sono. E o que gasto com fralda dava para pagar prestação de carro novo. Não
vejo a hora desse menino começar a andar’’.
Pai, fase 02: filho começando a andar.
‘’Não agüento mais correr atrás desse menino. Além dele
precisar fazer alinhamento e balanceamento, tem atração por quina de moveis.
Não vejo a hora desse menino fazer uns 8 anos.
Pai, fase 03: diálogo com o filho de 08 anos (é
claro, jogando no computador):
Pai: ‘’filho, você precisa desgrudar
desse computador. Sua mãe reclama que você não toma banho, não escova os
dentes, só fica enfiado no quarto, jogando vídeo game. Tá tudo bem com você,
filho? Algum problema?
Filho: ‘’Tá tudo bem, pai, a mãe exagera.
Agora, dá um tempo que tou na parte mais difícil.’’
Pai: (saindo, a falar sozinho): ‘’não
vejo a hora desse menino fazer 18 anos’’.
Pai, fase 04: filho 18 anos.
‘’São 4 horas da manhã e ainda não dormi, esperando este
menino. Não atende o celular, ele rodando de carro por aí. Meu Deus, não vejo a
hora deste menino casar.’’
Pai, fase 05. Filho casado: diálogo
Filho: ‘’Pai, não suporto mais o casamento.
Minha mulher é muito chata, possessiva, implica com meus amigos, acha que o
futebol de 4ª à noite é pretexto pra eu sair com outra. Não tem jeito, decidi
me separar dela’’.
Pai: ‘’Mas vocês não têm nem 05 anos de
casados, com filho pequeno. Casamento é assim mesmo, tem suas trombadas, mas
tudo se resolve conversando, ou você não sabe que eu e sua mãe, estes anos
todos, não tivemos nossos problemas?’’
Filho: ‘’Pai, desculpa, mas tá decidido,
até já conversei com um advogado, meu amigo, que vai tratar do caso. Agora vou
conversar com a mamãe.
Pai, sentado no sofá da sala, copo de uísque na mão, mexendo
o gelo com o dedo indicador:
‘’Bons tempos em que este menino era um recém-nascido, a
gente botava no berço e pronto. Tudo bem que a gente não dormia. Pelo menos não
tínhamos preocupação com ele. Agora, continuamos não dormindo e com a cabeça a
mil.’’
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
Os bêbados caídos
Dois bêbados, escorados um no outro, andam pela avenida, em
passos trôpegos. De repente, um dos bêbados se desprende do outro e ambos caem.
Culpam-se, mutuamente pela queda, sem levar em conta que a culpa mesmo foi do
excesso de bebida ingerida. Esses bêbados chamam-se Dilma Rouseff e Eduardo
Cunha. Agora, ambos atingidos, a primeira pelo processo de impeachment e o
segundo pelo da cassação de seu mandato, acusam-se, um ao outro pelos
processos, a que vão responder. Na verdade, razões não sobram para o
impeachment da Presidente. Afirma ela ser honesta e não ter conta no exterior,
ao contrário de Eduardo Cunha. Todavia sua irresponsabilidade e sua culpa vêm
de larga data: Ceveró, em sua delação premiada, afirma que ela tinha pleno
conhecimento da compra da Refinaria de Pasadena, que provocou um prejuízo da
ordem de 01 bilhão de dólares à Petrobrás. Erenice, sua Chefe de Gabinete, à época
em que ocupava ela a Casa Civil do ex-presidente Lula, praticava tráfico de
influencias, no Gabinete ao lado, sendo inimaginável que ela, Dilma, não percebesse
que alguma coisa de ilícito estava sendo praticada, bem debaixo de seu nariz. Sua
última campanha presidencial foi abastecida com polpudos recursos ilícitos extraídos
da petropropina, fato que não mais admite contra prova, tanto assim é que seu
atual Ministro Chefe da Casa Civil e tesoureiro de sua campanha está sendo
investigado pelo Supremo Tribunal Federal e, ao que tudo indica, será
companheiro de cela de Vaccari, o arrecadador da primeira campanha e do PT. Pode
até ser que a Presidente, no plano estritamente pessoal, seja honesta, no
sentido de nunca ter desviado dinheiro público. Entretanto, o conceito de
honestidade não se exaure na avaliação do interesse pessoal. No plano político,
tal conceito se alarga e não pode ser considerada honesta uma pessoa que, para
se eleger, mente a seus eleitores, apresentando um Brasil irreal, mentira essa
que afloraria logo após sua posse. Tecnicamente, vivemos em estado de depressão
econômica, com desemprego crescente, com crescente queda de investimento, com
crescente aumento da inflação e com crescente perda de confiança no Brasil, no
cenário internacional. Esse conjunto de fatos é justa causa mais do que
suficiente para o afastamento da Presidente. E não sabemos o que mais a
operação lava jato trará de novidade, em relação ao comportamento da Presidente
e de seus apaniguados. Quanto ao outro bêbado, Eduardo Cunha, tantas são suas “pingas”
bebidas, que se torna desnecessário enumera-las. Suas contas, no exterior, seu espúrio
envolvimento com o BTG Pontual, sua crescente desmoralização entre seus pares, tudo
isso torna insuportável sua permanência à frente da Câmara dos Deputados. Assim,
deixemos esses melancólicos bêbados caídos, cada qual no seu canto e vamos ver
como podemos recuperar nosso melancólico País.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
O bom retorno ao passado
Sabe aquela historia que há males que vêm para bem? Pois o
Executivo cortou cerca de 800 milhões, no orçamento do Tribunal Superior
Eleitoral e esse, alegando falta de verba, informa que, nas eleições municipais
do próximo ano, o voto será ‘’no papel’’.
A informação cheira a uma pequena chantagem, vez que as urnas eletrônicas foram
utilizadas nas eleições do ano passado e devem estar em bom estado. Por outro
lado, quanto se vai gastar com impressão de cédulas eleitorais e compra de
urnas de lona? De qualquer maneira, se a anunciada substituição se efetivar,
fico aliviado. Sempre tive o pé atrás com o voto eletrônico. Fico a me
perguntar: se países desenvolvidos, possuindo alta tecnologia, como Estados
Unidos, Alemanha, Inglaterra, ainda se utilizam do voto no papel, não seria
porque o voto eletrônico não merece confiabilidade? Com muita freqüência,
recebemos noticia de ‘’hackers’’
invadindo o sistema bancário e até o da Casa Branca. Se assim o é, não poderiam
esse piratas eletrônicos invadirem nosso sistema de votação, alterando o
resultado das eleições? Tudo bem, que o retorno ao voto no papel pode retardar
a proclamação do resultado, o que, na verdade, trará mais emoção, com o sobe e
desce dos candidatos. E a mim, analfabeto nestas coisas de informática, onde
navego de jangada, parece-me mais segura a fiscalização da votação e possível a
recontagem, em caso de dúvida. O Presidente do TSE, Dias Toffoli (aquele que,
mesmo reprovado em concurso de Juiz, virou Ministro do Supremo) considerou um
retrocesso o retorno ao voto impresso. Pode até ser, mas o importante é que o
direito ao voto possa ser exercido de forma a legitimar os candidatos eleitos.
E há outra coisa, a merecer especial atenção: o TSE anunciou que se iniciou
licitação para compra de 100 mil novas urnas eletrônicas. Assustado, o
cachorro, que ouviu a noticia a meu lado, perguntou-me: - ‘’será que, em menos de um ano foram criados mais 100 mil municípios?’’
E, para concluir, se o Congresso aprovou novo sistema de votação, pelo qual o
eleitor, ao votar, sairá com o respectivo comprovante (como acontece quando se
usa o cartão de débito ou crédito), por que comprar mais urnas eletrônicas que,
em dois anos, serão desativadas? Antes que eu concordasse com o corte,
promovido por Dª Dilma, meu cachorro arrastou-me para longe da televisão.
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