terça-feira, 11 de agosto de 2015

16 de agosto: festa ou revolução cívica!

A menos que o imponderável me impeça, no dia 16 de agosto próximo, lá estarei – como estive em março -, na Avenida Paulista, para a grande manifestação cívica contra este governo, atolado na corrupção e na incompetência administrativa. Nessa manifestação haverá de tudo, desde cantos patrióticos, até pedidos de impeachment da Presidente, passando por tresloucados, perdidos no tempo e no espaço, a pedirem o retorno dos militares ao poder. Mas, como se tratará de festa cívica tudo será permitido – menos violência, é claro – como o foi em março. Todavia, será uma festa e, como toda festa, tem hora para terminar. E a mídia falará dos milhões – ou milhares – de pessoas, que aqui e por todo o Brasil cantarão e gritarão palavras de ordem. E o que resultará dessa festa? O governo, assustado, tomará algumas médicas inócuas; no Congresso, parlamentares farão discursos inflamados. E daí? Passados alguns dias, poucos dias, as vozes se calarão e tudo ficará como dantes. A grande questão, que fica em aberto, é como se galvanizará a ‘’voz das ruas’’, seja para afastar a Presidente e sua ‘’entourage’’ de larápios, seja para formar um grande arco de aliança, que nos tirará a todos desse buraco, que parece não ter fim. Nós não somos a Grécia, não temos qualquer relevância geopolítica, o que significa que, a não ser nós mesmos, ninguém se preocupa ou se interessa por nós. Estamos cercados de desvalidos, países tão arruinados como nós. A ‘’voz das ruas’’, sem uma liderança que a conduza a lugar seguro, que encaminhe soluções concretas, cairá no vazio, tal qual aconteceu em março. É de se lamentar que, em hora tão crucial, tenhamos uma oposição pífia, distante até mesmo de seus eleitores e que adote a equívoca estratégia de ‘’fazer a Presidente sangrar’’, como se o País pudesse esperar, por mais 03 anos, tal derramamento de sangue. O dólar, impulsionado pelo fiasco do ajuste fiscal, volta a subir; as companhias aéreas, seguindo o mesmo caminho da industria automobilística, reduz vôos e demite funcionários; a dívida pública já encosta em 03 trilhões de reais; o mercado projeta inflação de 9,5% (por enquanto); o governo corta mais 10 bilhões no orçamento, mas promete liberar 02 bilhões em emendas para garantir o apoio de deputados do ‘’baixo clero’’, além de liberar milhares de cargos para manter sua frágil base aliada. Precisaremos de mais sangue derramado, para buscarmos solução que nos permita ultrapassar tão inglório momento? Todavia, como ‘’a praça é do povo, como o céu é do condor ’’, como cantava o poeta, nela, em todas elas, estaremos, no próximo 16 de agosto,para soltarmos nossa voz de indignação, pelo que esta escoria fez com o Brasil. 

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Considerações sobre o programa do PT

Honra se renda ao programa do PT, na última 5ª-feira, pelas verdades que foram ditas. Pincemos algumas:
1.     Dentre os programas para amenizar as dificuldades financeiras, a Presidente destacou o de ‘’proteção ao emprego’’. Se vocês se lembram essa ‘’proteção’’ consistiu em se permitir a jornada de trabalho com redução de até 30%, no salário. Isto tem sido ótimo para o trabalhador, que pode ficar mais tempo em casa, brincando com os filhos e ‘’namorando’’ a esposa. Com o salário reduzido, ele não vai para a esbornia, com os amigos, nem gastando seu suado dinheiro em porcarias, como ‘’foie gras’’, por exemplo, em boa hora proibido pelo prefeito-ciclista, Haddad.
2.     Para amenizar a crise econômica, - disse a Presidente – incentivamos a exportação. Tão vendo, como a madame é generosa? É por isto que o dólar já encosta nos 04 reais e, graças aos tais incentivos, até setembro, chega aos 05 reais. Com certeza, os ‘’golpistas’’ de sempre, vão dizer que o aumento do dólar vai pressionar a inflação; que o pãozinho vai subir, porque o trigo é importado; que o dólar pode voltar a ser usado como indexador. Mas, é claro, tudo isto é balela de mau perdedor, porque o governo está atento e coeso, como sempre.
3.     A presidente disse que está com o ‘’ouvido e o coração aberto para os que mais precisam’’. Só os mal-intencionados podem duvidar da bondade de nossa santa Presidente. Não se viu que ela liberou mais de 01 bi, em emendas, de deputados, esses patriotas, defensores do bem comum? E não venham falar no veto ao aumento dos aposentados! Aqui pra nós, aposentado já não paga condução, sai pouco de casa, portanto não precisa de roupa e ainda tem mania de querer viver muito, só para estourar o caixa da previdência.
4.     O presidente do PT, Rui Falcão, disse uma grande verdade ao afirmar que ‘’as dificuldades estão por toda parte’’. Basta olhar, por exemplo, para a Venezuela, onde o povo saqueia supermercados, em busca de alimentos, ou para a Argentina, onde falta até papel higiênico. Eu, cá de mim, acho justo o Brasil ajudar Bolívia, Cuba e outros países pobres, que nada podem nos oferecer, em troca. Isto é ser cristão.
5.     Outra coisa importante foi Rui Falcão pedir ‘’juízo aos que querem desestabilizar o governo, pois esse tem o apoio do povo’’. E tem mesmo! Este negócio de a mídia afirmar que a Presidente tem menos de 10% de aprovação, é tudo pesquisa ‘’fabricada’’. Vocês não viram o tanto de gente que havia, defronte ao telão armado, ouvindo e vendo a fala da Presidente? Havia, por baixo, umas 05 mil pessoas que, espontaneamente, foram dizer à Presidente: ‘’estou contigo e não abro.’’
6.     E o Lula, com aquela sinceridade de sempre, afirmou: ‘’sei que a situação não está fácil e que a crise já chegou em nossas casas’’. E chegou mesmo! Chegou na casa do José Dirceu, na do irmão do dito cujo, nas casas de seus amigos da Petrobrás, na do tesoureiro do PT e até de seu diletíssimo Marcelo Odebrecht que, reconhecendo a bagagem intelectual dele, Lula, pagava-lhe 01 milhão de reais para proferir palestras para executivos das empresas do Grupo Odebrecht. E foi graças aos ensinamentos do nosso abstêmio ex-presidente que a Odebrecht conquistou importantes contratos, mundo afora.
Para encerrar, importante esclarecer sobre o ‘’panelaço’’. Ao contrario do divulgado por essa ‘’mídia’’, vendida ao capitalismo internacional (como diria Brizola, de saudosa memória), na verdade foi manifestação de apoio à Presidente, ouvida do Oiapoque ao Chuí, como se dizia em meus tempos de estudante!

Com certeza, no próximo domingo, 16, iremos todos às ruas para manifestar nossos agradecimentos ao PT, por esses anos todos de governo honesto e competente. Hahaha.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Melhor viajar do que ficar


Abro o computador, para acessar o resumo das noticias do dia, aquelas chatices de sempre, Dilma X Eduardo Cunha; Polícia Federal X Lula; TCU X Dilma, Collor x Janot, até parece jogos da série ‘’C’’ deste medíocre campeonato brasileiro. Todavia, antes de perder o bom humor, lendo tantas mazelas, eis que a tela é invadida por publicidade, falando da maravilha que é viajar, e dando algumas sugestões. E eu, refém do trabalho cotidiano, roubo, gostosamente, algum tempo do meu pouco tempo, reclino na cadeira e viajo, através da gasta memória, por alguns lugares que deixaram marcas de inapagáveis satisfações. Aquela viagem, de carro, pela ‘’Rio – Santos’’, com demoradas paradas, em várias praias, até Búzios, nosso paradisíaco destino final. Arraial D’Ajuda e seu mar, protegido por falésias, onde, à noite, num espaço de menos de mil metros, pode-se ouvir, em bares colados uns aos outros, todos os tipos de música e comer as mais variadas comidas. Mais para cima, colado à Recife, chega-se a Porto de Galinhas, onde, em pleno julho, sol de 30 ou mais graus, percorre-se praias, onde coqueiros lambem a areia e se se delicia com ‘’peixe na telha’’. Anda-se um pouco mais e aí está João Pessoa, preciosa jóia do nordeste, com seu pôr-do-sol, sob o ‘’bolero de Ravel’’, tocado por magnífico piston, de dentro de tosco barco. E tem ‘’areia vermelha’’, banco de areia, formado a exíguos quilômetros (05, se tanto) da praia, para onde se deslocam barcos e comerciantes, para oferecerem cerveja gelada, bebida, literalmente, sentado dentro do mar. E quem não tomou um caldinho de caranguejo na barraca de ‘’Mão Branca’’, um ‘’negão’’ de 1,90m de doçura e paciência, na praia de ‘’Caboinha’’, desconhece a verdadeira porta do céu. E, sem menosprezo a outros lugares, chega-se a Fortaleza e as praias entorno, onde a ‘’do futuro’’ é a mais próxima, além de tantas outras, onde se pode ‘’navegar’’, em dunas, cujos condutores dos bugs oferecem passeio ‘’com emoção’’ ou ‘’sem emoção’’, diferença que só se descobre, quando o coração insiste em sair, pela boca. E o Rio será sempre lindo, ‘’do Leme ao Pontal’’, com obrigação de parar na ‘’Pedra de Guaratiba’’ e comer uma moqueca de camarão. Lá fora, Paris será ‘’toujours une fête’’, com suas avenidas arborizadas, os cafés, principalmente do ‘’quartier latin’’, cerveja gelada e cançonetas, a qualquer hora do dia ou da noite. Em Roma, o Vaticano mexe com seus valores espirituais, lembrando que, às quartas-feiras, o Papa celebra missa na Praça de São Pedro e, depois, percorre-a, cumprimentando os fieis e, em Nápoles, pega-se um barco e, se a maré deixar, uma canoa o levará até o interior da ‘’Gruta Azul’’ que, à época da Roma antiga, fora formidável piscina do Imperador Tibério. Indo à Espanha, não se pode deixar, de lado, Toledo, com sua catedral gótica e os artesãos do ouro. E, em Lisboa, melhor que o bacalhau à moda – que por cá os há melhor – ouvir fado, saboreando um rosbife ao molho de vinho, dentre tantos outros prazeres, é programa para se gravar na memória. Realmente, viajar é preciso, até para constatar a existência de ‘’outro mundo’’, sem governantes corruptos, onde se trata o povo com respeito, dando-lhe educação e saúde dignas e onde o turista pode bater pernas pelas ruas, sem sobressalto. Em setembro, se o dólar deixar, vou à Alemanha, colher material para meu novo livro. Promessa que fiz a mim mesmo e ameaça aos que me honram, consumindo-se com meus escritos.

Afinal, hoje é sexta-feira, terno e gravatas deixados no armário, e até me delicio com a ironia, nada sutil, do Presidente da Petrobrás, que se declara satisfeito com o balanço da empresa, apesar de se ter registrado uma redução de 90%, no lucro. Satisfação de hiena, é claro. 

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

O passado e o presente se encontram

Eu pretendia falar do meu espanto-alegria, por este majestoso agosto que, esquecendo-se de que ainda é inverno, enfeita as árvores de flores, como se primavera fora e aquece os corpos, fazendo-nos sentir o gosto-lembrança-espectativa do verão, que está logo ali, a nos esperar, de sorriso e braços abertos. Todavia, lembrei-me de um texto de Brecht, que introduz a ‘’ópera dos 3 Vinténs’’ e que, ‘’mutatis mutandi’’, adapta-se aos dias, hoje vividos pelo Brasil: ‘’que tempo é este, em que falar de flores é quase crime, pois importa em calar sobre tantos horrores’’. Brecht falava dos horrores da guerra e eu invoco os horrores políticos, que nos assolam, invadindo este ensolarado agosto. Meus poucos conhecimentos de historia fazem-me lembrar que agosto é mês fatídico para a política brasileira. Nem falo da renuncia de Janio – 25 de agosto -, que pretendeu ser um Peron brasileiro, encharcado em vinho do porto. Falo do suicídio de Vargas – 24 de agosto -, cujo sangue lavou seus 15 anos de sanguinária ditadura e de um governo de apadrinhados, marcado pela corrupção. Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal de Getulio, era o canal das grandes negociatas daquele governo e ficou milionário. Alguma semelhança com personagem atual? Getulio, aparentemente constrangido, alegou nada saber sobre o ‘’mar de lama’’ que corria sob o Palácio do Catete. Mais semelhança? Após propagadas as denuncias de corrupção, agravadas pelo atentado a Carlos Lacerda e que resultou na morte do Major Vaz, Getulio perdeu, inteiramente, condição de governar o País e sua renuncia passou a ser exigida por todos os segmentos da sociedade. Não é muita coincidência com os fatos atuais? Sem alternativa, Getulio se matou e se transformou em mártir. Por óbvio, ninguém almeja que a Presidente se imole, apenas se espera que ela percorra os livros de historia da época e deles retire a lição definitiva de que sua presença, na Presidência da República, é nefasta ao País. Ninguém – à exceção dos banqueiros – suporta sua incompetência. Os trabalhadores, desempregados, ou em vias de, não mais suportam. Os comerciantes, com suas lojas às moscas, não mais suportam. Os industriais, com suas máquinas paradas ou subutilizadas, não mais suportam. Os sindicatos laborais, por não terem como se justificar, perante seus associados, não mais suportam. Os aposentados, cujo pífio reajuste a senhora vetou, não mais suportam. A dona de casa que vê o carrinho de feira diminuir de quantidade, não mais suporta. Seus aliados, os presos e os (ainda) soltos não mais suportam. É hora, Presidente, de buscar a porta de saída. É agosto, aproveite o mês, que é propicio para retiradas. 

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Bancos, oásis de prosperidade, a meio à recessão

Alguma coisa deve estar errada, neste planejamento de recuperação econômica do País, que eu, ignorante em quase tudo e, muito mais em economia, não consigo entender. Como logo mais estarei com meu estimadíssimo Ministro Delfim Netto, vou beber na fonte do saber dele. Por que estou a dizer isto? Leio que o banco Itaú, que já obtivera, no primeiro trimestre, um lucro liquido de 06 bilhões, no segundo semestre repetiu o resultado. Leio, também, que o Bradesco pagou mais de 05 bilhões de dólares pelo HSBC, apenas em sua parte brasileira. A mim, ignorante, causa-me espanto que, com o País mergulhado na maior recessão de sua historia, os bancos possam obter lucros tão extraordinários. De onde vem essa enxurrada de lucros? A explicação não é muito complicada: segundo relatório do próprio Itaú, seu saldo na carteira de crédito (o que ele pode emprestar) é alguma coisa entorno de 225 bilhões. Em desconto de duplicata, os juros cobrados são da ordem de 1.5% ao mês, para clientes especiais (‘’personalité’’) e, para empréstimo pessoal, 2% ao mês, para clientes idem. Já no cheque especial os juros chegam a 200% ao ano. Por outro lado, a caderneta de poupança rende, para o poupador, não mais que 0.5% ao mês e o melhor investimento de longo prazo, não supera a 12% ao ano. Segundo a mesma fonte de informação, o índice de inadimplência, no semestre, não alcançou a 3% daquele lucro liquido e se estima que, pelo menos 50% dessa inadimplência seja recuperada, quer através de repactuações, quer através de cobrança judicial. Parece-me lógico, por ser justo e legal, que a carga tributaria incida sobre quem aufere maiores lucros. Seguindo tal lógica, cabe perguntar: por que o ajuste fiscal recaiu sobre o trabalhador, o aposentado, a industria e o comercio? Por que não se aumentar, de modo significativo, pelo menos enquanto perdurar a crise, a ‘’Contribuição sobre o Lucro Líquido’’ dos bancos e das instituições financeiras, em geral? A resposta se me afigura obvia: porque o ajuste fiscal está sob o comando de Joaquim Levy, preposto dos banqueiros, ele que é um deles. Vale dizer, repetindo o velho adágio, colocou-se a raposa para tomar conta do galinheiro. Este governo, que não é sério, nem competente, poderia ter constituído uma comissão – não mais que 05 membros -, representantes  dos principais segmentos, inclusive dos trabalhadores, que apresentaria um ‘’plano’’, este sim, que atendesse aos interesses de todos.

Esta é a marca registrada deste famigerado governo: privilegiar o interesse de poucos, em detrimento ao interesse de muitos. 

terça-feira, 4 de agosto de 2015

A nova farsa petista

Não sei não, mas este atentado ao ‘’Instituto Lula’’ tem forte cheiro de ‘’armação’’, para transformar o ex-presidente, em mártir. As características do atentado impõe-no esta conclusão: realizado à noite, quando não mais havia qualquer pessoa no prédio e os danos causados limitaram-se a um portão, ligeiramente amassado. Por outro lado, o cerco fecha sobre Lula, tantas são os indícios de seu envolvimento no ‘’petrolão’’, quer através de executivos da Petrobrás, nomeados e manobrados por ele, quer através da ‘’advocacia administrativa’’, por ele realizada em favor das mesmas construtoras, envolvidas no maior escândalo de corrupção detectado no País e que, agora, ramifica-se para outras empresas públicas. A prisão de José Dirceu, lugar tenente de Lula, complica, em muito, a situação do ex-presidente. José Dirceu, que não é mais primário, não terá os privilégios obtidos, quando da condenação, por seu envolvimento no ‘’mensalão’’. Se condenado agora, cumprirá a pena em regime fechado. Talvez por isto, segundo as ultimas noticias, não mais funcionará como escudo protetor de Lula. Promete ‘’abrir o bico’’ e contar tudo que sabe, desde o esquema que abasteceu, de recursos espúrios, as campanhas de Lula e Dilma, até as vantagens pessoais, obtidas pela ex-presidente. Segundo fontes, de respeitável credibilidade, a Polícia Federal já detém todo arcabouço de provas para pedir – e conseguir – seja a prisão temporária, seja a preventiva de Lula, estando, tão somente, aguardando o momento certo para ‘’desferir o golpe’’, de modo a criar o menor impacto político e econômico. Lula, por certo sabe que está na alça de mira, até porque, pelo menos no papel, a Polícia Federal está subordinada ao Ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardoso que, apesar de afastado de Lula, é petista de primeira hora. Foi esse quadro sombrio para Lula que, a meu sentir, deu origem ao plano de atacar o ‘’Instituto’’ e vitimizar Lula. Ao que parece, o plano foi furo n’água, seja porque suas pífias conseqüências revelaram as verdadeiras intenções, seja porque a imprensa (até pelas mesmas razões) não deu ao fato a repercussão que seus autores esperavam. A pergunta, que sobra, é: como ficará a Presidente Dilma e seu paraplégico governo, em se confirmando o decreto prisional de Lula? Dilma anda sobre as nuvens, alheia a tudo que acontece, no Brasil real. Seus acólitos preparam-se para retomar a guerra com o Congresso, que retorna do recesso, ‘’cuspindo fogo’’. Enquanto isto, o dólar caminha, sereno, para 3,50; a inflação oficial ultrapassa os 10%; o déficit público já compromete 80% do PIB, a industria segue demitindo e o comercio vai fechando suas portas. Todo este quadro melancólico vai estourar, nas ruas, no próximo dia 16. Já passou dá hora de serem convocados os políticos e juristas de plantão, para se estudar uma demissão honrosa para Dª Dilma. Não sei porque, mas me veio à lembrança um bordão, utilizado por Brizola, em tempos idos e vividos:

‘’Na lei ou na marra.’’

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Conselhos para os que chegam à velhice


Leio, na internet, que pesquisa realizada indica que 90% dos brasileiros têm medo do envelhecimento, por problemas de saúde, de memória, de solidão, de limitações físicas e de dificuldades financeiras. Eu, que já cheguei ‘’lá’’, posso dar algumas sugestões e passo a fazê-lo a essas 90% de pessoas:
1.     Não precisam ter medo, porque, a menos que morram antes – (o que, convenhamos, é muito pior), - vocês vão chegar à velhice e, como os fatos vão se sucedendo em velocidade, cada vez mais extraordinária, afirmo que a chamada ‘’terceira idade’’, começa, de fato, a partir dos 50. Querem alguns exemplos? Vamos lá: se, até os 50 vocês estão fora do mercado de trabalho, esqueçam, as portas estão definitivamente fechadas. Tratem de montar algum negócio, que tem tudo para dar errado. Se vocês estiverem solitários, com certeza assim permanecerão até o final dos tempos, ou, o que é pior, arranjarão um companheiro ou companheira, repleto(a) de frustrações e amarguras, tão intensas quanto as suas. E, se tiverem filhos de relações anteriores, esses ou os odiarão ou, na melhor das hipóteses, terão por vocês profundo desprezo.
2.     Quanto aos problemas de saúde, estes, com absoluta certeza, virão, com crescente intensidade. Por isso, previnam-se com um bom ‘’plano’’ que, de preferência, tenha como associado, hospital, próximo a sua residência, isto porque, certo males, como cálculo renal ou infarto, exigem pronto-atendimento. Imagine alguém, morando no Ipiranga e tendo, em seu plano de saúde, hospital situado em Santo Amaro. Tem tudo para não chegar vivo a este último local.
Quanto à inevitável perda de memória, sugiro alguns ‘’truques’’: se alguém olhar fixamente para você e você não tiver a menor lembrança de quem seja, sorria, angelicamente, para ela; se ela sorrir para você, apenas diga ‘’oi querido (ou querida) como vai?’’ E saia de perto o mais rapidamente possível, para não correr o risco de ela perguntar: ‘’você se lembra de mim?’’. E leve sempre consigo uma identificação (nome, endereço, telefone de parentes), para o caso de esquecer o caminho de volta para casa.
3.     Quanto à solidão, lembre-se de que ‘’antes só que mal acompanhado’’. E, conforme-se, assim como vocês fizeram com seus pais, seus filhos só virão visitá-lo,ocasionalmente, por breves minutos, ou se estiverem precisando de ajuda.
4.     Quanto às limitações físicas, que são inexoráveis, olhem para suas carteiras de identidade, antes de se aventurarem a uma ‘’pelada’’, de fim de semana, ou de ginástica ‘’puxada’’, na academia. Melhor as inúteis ‘’palavras cruzadas’’ ou um livro, que não exija reflexões ou esforço para entender a trama. Não se iludam: fisioterapia, inclusive acupuntura, não resolve, no máximo, ameniza essa dor muscular, que incomoda, até quando se se levanta do sofá. Operar o joelho ou a coluna, nem pensar! Qualquer ortopedista sério vai dizer que, nesta idade, a cirurgia não só não resolve, mas, até, agrava o problema. Melhor os relaxantes musculares que, pelo menos, ajudam a dormir. É claro que atacam o estômago, mas, que diabo, vocês não podem querer tudo!

5.     Quanto às dificuldades financeiras, como diriam nossos avós, ‘’é aí que a porca torce o rabo’’. Se vocês não conseguiram independência financeira, até os 50, esqueçam, a menos que acertem na ‘’mega cena’’, estão fadados às agruras de viver, ou melhor, sobreviver, com pífia aposentadoria. Abdiquem dos grandes prazeres, como beber um bom vinho, saborear um churrasco, em um restaurante de classe, que não seja esses nauseabundos rodízios, viagem para o exterior, etc, etc. Como não pagam transporte coletivo, passem pelas grandes avenidas, sentem nos bancos das praças, apreciando o pôr-do-sol, visitem monumentos históricos, enfim, desfrutem do lazer que nada custa. Agora, meu amigo, ou amiga, se você passou dos 50, sem emprego, sem dinheiro, sem aposentadoria, sem plano de saúde, com dores aqui e ali, aguardando um exame em hospital do SUS pra daqui a 06 meses, se não houver greve, se você for um solitário, sem família, aí só lhe resta uma alternativa: procure um edifício bem alto e salte. Todos os seus problemas estarão resolvidos, até porque... voar é com os pássaros.