terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Pérolas recolhidas do noticiário
1-    Informa-nos o competente repórter investigativo de “A Folha de São Paulo”, Mário Cesar Carvalho (24.01) que o doleiro Youssef, em razão de sua delação, fará jus a uma remuneração de 2% sobre todo o valor das propinas, que for repatriado, em razão de suas denuncias. Seria cômico, se não fosse trágico ver o grande artífice da petropropina, por cujas mãos passou todo o dinheiro sujo, ainda auferir lucro, entregando seus comparsas. E mais lamentável ainda é que os termos de tal esdrúxulo acordo foi aprovado pelo supremo Tribunal Federal.
2-    Nossa (minha, pelo amor de Deus, não!) prestigiou a posse de Morales (o mesmo que se negou a pagar 200 milhões de dólares devidos ao Brasil) e não deu sinal de vida em Davos, mandando o Ministro da Fazenda representar o Brasil. Fez bem, já que seu conceito, no cenário internacional, é deplorável. O Ministro Levy, por outro lado, é economista respeitado e – se Dª Dilma não interferir – vai promover os ajustes preconizados pelo tucanato.
3-    A Presidente Dilma manifestou sua preocupação com a crise na Venezuela. Que coisa, não? Ainda bem que por aqui as coisas correm as mil maravilhas, apesar do crescimento 0, do aumento da inflação, dos apagões, do desemprego, etc, etc, etc.
4-    A “Veja” do último fim de semana, traz matéria sobre a “estranha” relação entre Lula, o tríplex, e o empresário (?) José Carlos Bumlai que tinha passe livre para entrar no Palácio do Planalto, através de ordem expressa do então Presidente. Esse Bumlai, pela reportagem, era o grande articulador dos contratos da Petrobras e fora quem indicara Nelson Cerveró para a diretoria internacional da Empresa e “consultor” do Lulinha. E agora?
5-    A tresloucada e incompetente Cristina Kirchner (só podia ser amiga de Dilma) está mergulhada, até o pescoço, no assassinato do Promotor Alberto Nisman. Começou dizendo que tinha sido suicídio, voltando atrás, tão logo a pericia afastou essa hipótese. Agora, Cristina usa a tática petista de pretender desmoralizar a vítima. Até parece que fez estágio com a troupe de Lula, o tríplex.

6-    Este (des) governo vai entrando para o anedotário popular. Por falta de planejamento e investimentos no setor elétrico, o País começa a conviver com apagões. Sensacional a cara de bunda do Ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, dando entrevista no escuro. Consta que Dª Dilma convocou todos os Ministros para fazerem a “dança da chuva”, ela ao meio da roda, é claro.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

O dia que não terminou

Oito horas da manhã daquela segunda feira de agosto e Luiz Claudio se preparava para descer os 10 lances de escada, que o levaria à garagem. O gerador do prédio – cujo cheiro nauseabundo, pela falta de água, impregnava todos os ambientes – só permitia a iluminação das áreas comuns. Luiz Claudio estava exausto, porque o racionamento de água, só liberava o escasso produto uma vez por semana, no seu caso, aos domingos, entre 01 e 04 horas da madrugada, lapso de tempo utilizado por ele para tomar banho, lavar a louça acumulada e suas peças menores, cuecas e meias e ainda estocar água em latões, enfileirados na área de serviço. Seu edifício, com 24 apartamentos, àquela hora da manhã, estava mergulhado em fúnebre silencio. Muitos moradores já o tinham abandonado, mudando para outras cidades, principalmente do sul do País, onde, se parca era a energia elétrica, pelo menos tinha água. Desde o mês passado, quando a situação ficou definitivamente caótica, a cidade foi, progressivamente, transformando-se em “cidade fantasma”. As aulas estavam suspensas, por prazo indeterminado; os hospitais só atendiam casos de emergência; os bancos reduziram suas atividades para 2 horas, em dias alternados, o mesmo acontecendo com as repartições públicas. A grande maioria das indústrias dera férias coletivas a seus empregados e os Shoppings Centers só funcionavam aos sábados, no período da tarde, assim mesmo com os banheiros interditados. As ruas estavam desertas e o percurso entre seu prédio, situado na Vila Mariana e o Hospital, onde trabalhava, na Pompéia, que, em dias normais, não demorava menos de uma hora, agora podia ser feito em, no máximo, 10 minutos. Estimava-se que mais de 03 milhões de pessoas abandonaram a cidade, nos últimos 02 meses e o êxodo diário continuava, cada vez mais acentuado. Das calçadas exalava forte cheiro de urina e alguns, sem maiores escrúpulos, buscavam os canteiros mais isolados para fazerem suas necessidades. Luiz Claudio chegara ao hospital municipal, onde trabalhava e a recepção prolongava-se em filas, pela rua. Impossível atender mais do que 5% de todos aqueles infelizes. Mal passara pela portaria, a enfermeira chefe, aborda-o, aflita: - “Dr. Luiz Claudio, nosso gerador quebrou, a Secretaria alega que só pode mandar consertar em 03 dias, não tem outro para repor, a água só dá para mais uma hora, a SABESP não possui caminhões pipa, não temos leitos disponíveis, estamos com 10 cirurgias agendadas, que já deveriam ter sido iniciadas e não há uma única vaga nos outros hospitais públicos da cidade. O que vamos fazer?”.  Luiz Claudio olhou para a enfermeira chefe, com profundo tédio. Que esperava ela que ele fizesse? Que, imitando Moisés, batesse com seu cajado (e ele nunca vira um) na pedra e fizesse jorrar água? Que, como Deus, no primeiro dia, apenas dissesse “faça-se a luz” e todas as lâmpadas se acendessem? Ele, Luiz Claudio, estava cansado de tudo isso. Das vidas que se perdiam, todos os dias, por leniência do poder público; da frustração profissional de saber o que fazer e não dispor de meios para fazê-lo. Lembrou-se de seu colega e amigo, Henrique, um dos mais renomados cirurgiões plásticos do país, inclusive com consultório no exterior: - “Luiz Claudio, saia dessa vida maluca de trabalhar em hospital público, lugar de gente pobre. Entenda que negócio com pobre sempre será um pobre negócio.” Mas ali estava Luiz Claudio, olhando, sem ver, para a enfermeira chefe, que aguardava uma resposta, impossível de ser dada. Sem nada dizer, Luiz Claudio subiu, pelas escadas, até o 5º andar e se dirigiu a sua sala. Abriu a janela, contemplou o céu, irritantemente azul e limpo. Subiu no parapeito da janela, beijou o crucifixo que trazia, permanentemente, pendurado no peito e saltou... iria buscar de Deus as respostas às perguntas da enfermeira chefe.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Porque continuamos a dormir em berço (nada) esplêndido
No último domingo, a Ministra da Fazenda no governo Collor, Zélia Cardoso de Mello, em uma entrevista ao programa “Manhattan Conecction campanha, sob o pretexto de ajustar as contas públicas, cortou verbas para a educação, mudou as regras de benefícios sociais, aumentou em cerca” afirmou que a característica marcante do povo brasileiro é a tolerância, é aceitar, inerte, todos os desmandos perpetrados pelo poder público. Ela não disse, mas, por óbvio, foi a certeza dessa tolerância que motivou aquele governo a confiscar os ativos financeiros do brasileiro, criando clima de intranqüilidade econômica, como nunca visto. Vivemos, nos dias atuais, idêntica situação. A presidente Dilma, apagando todas as promessas de de 30% o preço da energia elétrica e vai aumentar o preço do combustível. Segunda feira, cerca de 50 milhões de brasileiros ficaram, por varias horas, sem energia e ninguém reclamou. Prevê-se que, neste ano, o índice de desemprego supere a 10%, em relação a 2014 e o governo aumenta para 18 meses o prazo mínimo para se ter direito à percepção do salário desemprego. E ninguém, muito menos as Centrais Sindicais reclamaram. O preço dos combustíveis vai aumentar mais 10% impactando, via de conseqüência, o custo de vida e isto em um momento em que o petróleo, no mercado internacional, alcança a menor cotação da história. E ninguém reclamou. E o pior é que toda a economia, que tais medidas vão proporcionar, é de valor inferior ao que o PT e seus asseclas desviaram da Petrobrás. E mais: é voz corrente que, quando se abrir a “caixa preta” da Eletrobrás e do BNDES, a “petropropina” vai se assemelhar a furto de galinhas. Enquanto isto tudo acontece, com a população dormitando ou, talvez, cada um, por força de suas intempéries, voltado para seu próprio umbigo, o governo continua mantendo absurdos 39 ministérios, com milhares de cargos de confiança, funções gratificadas, cartões de crédito corporativo, sem limite de gastos, além de “outras vantagens” não contabilizadas. Apenas para comparar: leio no “Google notícias” que milhares de argentinos saíram às ruas, protestando contra a morte do Procurador que fez acusações contra a tresloucada presidente Cristina Kirchner. Aqui, diante dos olhos de uma população adormecida, a nossa (minha, não, Deus se apiade de mim!) presidente distribui cargos, de modo a eleger o Presidente da Câmara Federal e barrar investigações sobre os atos de corrupção, que propiciaram sua eleição. E um queridíssimo amigo ainda me liga, sugerindo que eu redija alguma coisa, falando das boas perspectivas do Brasil! Então, tá!

  

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O perdão que não houve
A legislação da Indonésia pune, com pena de morte, o tráfico de entorpecentes e não há registros de abrandamento da pena, quando o traficante é estrangeiro. Nesse caso, não há clemência e a pena é aplicada, em todo o seu rigor. Um brasileiro foi executado, no último sábado, outro será executado, no próximo mês de fevereiro e a atuação do governo brasileiro, neste episódio, foi, para variar, desastrosa, para dizer pouco. Para começo de conversa, a Presidente da República não pode descer da dignidade de seu cargo, para, interferindo na legislação de outro País, pedir clemência para um traficante. Em segundo lugar, a afirmação do assessor especial da presidência, Marco Aurélio, de que o não atendimento ao apelo da Presidente irá “arranhar” as relações entre o Brasil e a Indonésia, é, no mínimo, imbecil. Os interesses, entre países, situam-se predominantemente, no plano comercial, segundo regras de organismos internacionais e tais relações não podem ficar “arranhadas”, porque um delinqüente brasileiro foi punido, nos exatos termos da legislação penal do País, executor da pena. E, para não deixar dúvidas quanto à pena aplicável, há, no aeroporto de Jacarta, um aviso de que, naquele País, o tráfico de entorpecente é punido com pena de morte. O traficante mandou carta até para a ONU que, agindo com bom senso, restou silente. Aliás, seria oportuno voltar ao debate a inserção da pena de morte, em nossa legislação penal, aplicável a determinados crimes e o tráfico de drogas é um deles. Quase todos os dias, a mídia dá-nos conta de grandes traficantes que, mesmo presos, em presídios de segurança máxima, ordenam a morte de rivais, policiais e até juízes. O tráfico de drogas destrói o ser humano, vilipendia a sociedade e onera o Estado. Quanto custa ao contribuinte manter preso um Marcola, um Fernandinho Beira-Mar? Gostaria de ter acesso a estatísticas da Indonésia para constatar qual a posição daquele País no “ranking” mundial do consumo de drogas. A morte de um ser humano, nas condições impostas ao brasileiro Marco Archer é mal incomensuravelmente menor, se comparado às vitimas que ele faria, caso lograsse êxito em disseminar os 13 quilos de cocaína, que trazia, escondidos nos tubos de sua asa delta. Pergunte a um pai ou a uma mãe, que perdeu seu filho para a droga, que fim almejaria para o traficante que lhe viciou o filho. Pergunte a uma esposa, que teve seu marido, policial, covardemente executado, por ordem do “chefe do tráfico”, que pena gostaria que se lhe fosse aplicada.

Se a pena de morte para o traficante colabora, de forma decisiva, para excluir ou, até mesmo, minimizar o problema das drogas, na Indonésia, já temos um caminho a seguir. 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Tancredo e os 30 anos de sua eleição
Tudo bem que meu irmão, lá do sul da Bahia, vai me chamar de reacionário, extrema direita, etc, não faz mal, mas vou dar a minha visão destes últimos 30 anos, cujo marco inicial foi a eleição de Tancredo Neves, no Colégio Eleitoral. Para começar, vamos deixar de estuprar os fatos históricos, afirmando que a vitória de Tancredo foi uma conquista do povo. Coisa nenhuma! Tancredo deve sua vitória ao General Leônidas Pires Gonçalves (que seria seu Ministro do Exército e o foi do Presidente Sarney), que convenceu o Alto Comando das Forças Armadas, inclusive o Presidente Figueiredo, que os dois candidatos a candidato, do governo Mário Andreazza e Paulo Maluf – não correspondiam aos interesses do Comando Militar para promover a transição. Maluf, pelos motivos óbvios e Andreazza, por ser Coronel, a quem os Generais, Almirantes e Brigadeiros não aceitavam ficar subordinados. Figueiredo, se quisesse, poderia ter exigido que Maluf não participasse da Convenção e Andreazza, correndo sozinho, seria o candidato do PDS – partido do governo – e venceria a eleição. Figueiredo declarou que não interferiria na escolha do candidato do partido e, no dia da Convenção, viajou para seu sítio, no Estado do Rio. O General Leônidas, como se disse, aproximou Tancredo de Figueiredo, que deu seu “sinal verde”, inclusive, cumprimentando-o, via telefone, tão logo proclamado o resultado da eleição. Quis o destino que a transição fosse feita por Sarney, “revolucionário” de primeira hora e que passou para a “oposição” (?), quando a vitória de Tancredo, no Colégio Eleitoral, já estava assegurada. Comentou-se, à época, que a inclusão de Sarney, como vice, na chapa do mineiro, também se deveu ao engenho e arte do General Leônidas, que, inclusive, quando do impedimento de Tancredo, decidiu por aquele, preterindo Ulisses, o preferido pela oposição. Dizer, então, que a candidatura e a eleição de Tancredo resultaram do movimento “diretas já”, é desconhecer a história. Na verdade, a devolução do Poder aos civis já estava decidida desde o governo Geisel, tanto assim que, ao contrário das vezes anteriores, durante o governo Figueiredo, nunca se especulou o nome de outro General para sucedê-lo. Os militares jamais tiveram receio de qualquer insuflação popular, até porque sempre contaram com o apoio da população, mesmo e principalmente no difícil período da repressão ao terrorismo.

Agora, o que os civis fizeram com o Brasil, nestes 30 anos, todos o sabemos. À exceção do governo Itamar Franco, absolutamente íntegro e o verdadeiro artífice do “plano real”, o resto é a melancólica história da destruição do patrimônio público, que começou com as privatizações e segue com a inacabada “petropropina”. O resto, “são tertúlias plácidas para embalar bovino.”

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Para, sem mágoas ou rancores, falar da velhice
Em um almoço, sem hora para terminar, eu e um companheiro de anciãs batalhas, ficamos a dissertar sobre as intempéries da idade. Eis um resumo de nosso papo: Ficar velho não é apenas viver do passado. É muito mais. É saber que os amigos estão morrendo e os que teimam em viver estão entrevados... ou quase. É sorrir, interminavelmente, não por necessidade interior, mas porque a boca não fecha ou a dentadura é maior que a arcada. É ainda ler jornal e, nele, ir primeiro ao obituário. É ficar pensando em como seria bom ter 30 anos ou, vá lá, 40, ou mesmo, ó Deus, 60. É ficar olhando as coxas torneadas, que passam, numa inútil esperança. É não querer, não querer, mas cada dia mais ficar mais necessitado que outrora. É, ao listar os pagamentos do mês, colocar, em absoluto primeiro lugar, o plano de saúde. É sentir plenamente que tudo que leu, aprendeu e viveu não serve absolutamente para nada. É chamar de “jovem” a quarentona e achar que Sophia Loren ainda é uma bela mulher. É reparar a decadência dos amigos, a pele que desidrata, a ausência de cabelos, as manchas senis, o andar lento e arqueado e ter o orgulho vão de ainda ter cabelos (poucos), não totalmente brancos e ser capaz de andar alguns míseros quilômetros, mesmo que isto lhe provoque dores insuportáveis. É se apegar, desesperadamente, aos filhos e netos, embora saiba que, para eles, visitá-lo, apenas aos domingos, já é grande sacrifício. É saber que já não há quem tenha prazer em lhe acarinhar a pele e já nem mesmo ter prazer em passar a mão na própria pele. É esquecer de coisas importantes e lembrar, sem saber porque, nomes, lugares há tempos esquecidos. É recitar, de um único fôlego, um soneto de Castro Alves ou a escalação da seleção de 70, mas ser incapaz de dizer o nome do lateral esquerdo da seleção do Dunga. É fazer um esforço mortal para aceitar o PT, mas no intimo, sonhar com um bom golpe militar.
Ficar velho, enfim, é sentir o isolamento e ficar amedrontado, imaginando que chegou sua vez e que não tem a menor idéia do que vem a ser a “vida eterna”.
Ficar velho, em resumo, é uma merda.
Obs. Com imprescindível auxilio de Millôr Fernandes e Oswaldo Jurema.


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Pequenas palavras a um grande brasileiro
Tive o privilegio de conhecer o agora Senador eleito, Antonio Anastásia, ele, Secretário Executivo do Ministério do Trabalho, no governo FHC, eu, consultor jurídico de associação patronal. Estivemos juntos várias vezes, em Brasília e em São Paulo, a falar da atividade específica, que nos unia e, nos momentos de lazer – raros – de literatura, principalmente teatro, no que ele é mestre. Sua competência administrativa, sua agilidade em equacionar e resolver problemas, aliados a sua mineira discreção, eram marcas registradas de seu caráter e personalidade. Durante cerca de 04 anos de convívio, jamais ouvi dele a mais longínqua palavra, que rompesse seus rígidos limites de probidade, sentimento experimentado pelos meus companheiros de associação. Suas qualidades levaram-no a ser o motor do governo Aécio Neves e, depois, ele próprio, eleito Governador e, agora, Senador, por Minas Gerais, que, por absoluta maioria, reconheceu aqueles méritos que ele carrega, com franciscana naturalidade.
Agora, os velhos conhecidos “aloprados” quiseram envolvê-lo na operação “lava-jato” e, via reflexa, atingir o Senador Aécio Neves, que vai se desenhando como o grande líder da oposição a um governo, que cheira cada dia pior, porque apodrece também a cada dia, com mais intensidade. Por não ousarem atacar o criador, atacaram a criatura. Por certo, não conheciam Anastásia e sua história de honradez e competência e as aleivosias contra ele, em menos de 24 horas, viraram fumaça.

Orgulho-me de ser conterrâneo do Senador Anastásia e, mesmo por breve lapso de tempo, ter convivido com ele. De igual sorte, lamento pelos brasileiros, que vivem esta melancólica quadra de nossa história, marcada pela corrupção e pelo desrespeito à honra alheia. Mas, que bobagem estou a falar, se desconhecem eles, os encastelados no Planalto e cercanias, o significado da palavra honra?